UMA AVENTURA... LITERÁRIA 2010 II



Hoje proponho-vos  novas aventuras. Vamos até à Serra da Estrela fazer umas brincadeiras na neve, vamos conhecer o Sr. Manuel que gostava muito de favas, vamos partir para uma floresta onde há umas criaturas deveras estranhase com nomes esquisitos , vamos entrar num mundo mágico e enorme e ...depois regressamos ao Ministério da Educação onde tudo pode acontecer... É o nosso destino... : )))

 
UMA AVENTURA NA NEVE

     Num dia de muito frio, eu e os meus primos, o João e o Zé, decidimos ir para a Serra da Estela.
     Quando chegámos, O Zé sugeriu que fizéssemos um boneco de neve. Passámos a tarde toda à procura de uns bons paus que servissem para os braços do nosso boneco, até que acabou por escurecer.
     O João, que era o mais velho, começou a ficar preocupado. Tínhamos de ir para casa. Então, naquela escura e fria noite, começámos a andar à procura do caminho certo.
     Eu estava cheia de frio (acho que não era a única) e comecei a pensar numa solução para regressarmos rapidamente a casa. “ Podíamos seguir as pegadas que deixámos para trás…” Olhei para trás e não vi nada, por isso continuámos a andar, sem saber por onde íamos.
     Estávamos quase a adormecer, ali, no meio da neve e, quando demos por nós, o Zé, que era o mais novo, tinha desaparecido.
     O João pensou que, se nos separássemos, encontraríamos o Zé mais depressa. Eu respondi que não, pois assim também nós nos perderíamos.
     Continuámos a caminhar e encontrámos o Zé debaixo de um pinheiro. Aproximámo-nos dele e reparámos que tinha adormecido de cansaço. O João pegou nele ao colo e continuámos o nosso caminho.
     Mais à frente, encontrámos uma cabana com um velhinho à porta. Perguntámos-lhe se podíamos passar lá noite e o velhinho disse que sim, mas como tinha apenas uma cama a mais, tivemos que dormir os três na mesma cama.
     No dia seguinte, eu e o João acordámos com o Zé aos saltos na cama. Olhámos pela janela na esperança de estar tudo iluminado pelo sol. Estávamos muito enganados, pois estava uma tempestade nunca antes vista. O céu estava escuríssimo e, quando saímos de casa, tínhamos neve até à cintura, por isso voltámos logo para casa do velhinho.
     Enquanto a tempestade não passava, jogámos com umas cartas que o velhinho lá tinha.
     Passaram horas e horas e a tempestade não passava. Estávamos muito aborrecidos e preocupados com os nossos pais. Até que o velhinho teve de sair de casa e não nos deixou ficar ali sozinhos.
     Mal saímos de casa, a tempestade ficou pior e o Zé até ficou enterrado. Para o tirarmos da neve, tivemos de fazer um buraco à volta dele.
     Quando já não podíamos andar mais, encontrámos um pinheiro, que já tínhamos visto uma vez ou outra, e subimos lá para cima, para escaparmos à neve.
     A tempestade ficava cada vez pior, e tínhamos que tentar regressar antes que a neve nos chegasse ao pescoço.
     Tanto andámos, que encontrámos uma outra árvore que nos era familiar. Era a figueira onde brincávamos no Verão, mas agora estava cheia de neve. Todos pensámos que estávamos perto.
     Continuávamos cheios de frio quando, de repente, vimos o jipe da minha mãe passar por nós, mas ela não nos viu pois nós estávamos quase enterrados na neve. Tentámos correr atrás do carro, mas não correu lá muito bem porque tínhamos as pernas enterradas. Por isso, seguimos os faróis e o rastro do carro, apesar de estar nevoeiro. E foi assim que conseguimos regressar.
     Após o ralhete de meia hora pelos adultos, fomos compensados de estarmos dois dias perdidos na neve, com um saboroso chocolate quente.

Matilde Afonso, Nº 22 – 6º C


UMA AVENTURA NA QUINTA

     Numas lindas férias de Verão, as cinco amigas inseparáveis – Margarida, Inês, Mariya, Matilde e Beatriz - foram para a quinta do Senhor Manuel passar férias. Elas andavam excitadíssimas, pois nunca tinham estado numas férias sem os seus pais, sempre com as suas manias das preocupações.

     Quando chegaram à quinta, ficaram desanimadas pois pensavam que era uma daquelas quintas com uma piscina, um casarão e cavalos. Mas naquela, só havia vacas e porcos e, em vez de uma piscina, havia um lago sujo que, segundo a lenda que se contava, estava assombrado por uma criatura de vinte metros e com o nome de “ O Terror”.
     As amigas deram os bons dias aos Senhor Manuel e instalaram-se me cabanas minúsculas, de madeira podre, onde abundavam ratos e insectos por todo o lado. As raparigas viram a sua vida a andar para trás…
     O Senhor Manuel serviu-lhes o pequeno-almoço: papas de milho e favas à maneira do Manuel! Aí, sim, as raparigas ficaram enjoadas das férias e da especialidade da casa!
     Para passarem o tempo, a Inês e a Beatriz decidiram ir passear para o lago. Passaram as horas, chegou a noite, e elas ainda não tinham chegado. A Mariya pensou que estariam a escapar-se dos restos do almoço para o jantar…
     De repente, aparece a Inês a gritar, pois a Beatriz tinha desaparecido. As quatro raparigas pensaram logo no pior: «Será que o “ Terror” tinha puxado a Beatriz para dentro do lago…?»
     As meninas ficaram em silêncio por uns minutos, até que …a Matilde teve uma ideia! A Matilde propôs irem todas procurar a Beatriz ao lago e ver o que se passava. Estavam todas a tremer de medo, mas não podiam ficar sem fazer nada, pois a Beatriz era uma delas.
     Pela calada da noite, foram as quatro raparigas até ao lago.
     Passado algum tempo de caminhada, ouviram uns gritinhos muito agudos ecoando debaixo de água. Sem pensarem duas vezes, saltaram para dentro de água, mesmo estando barrenta, e viram a Beatriz junto a um rochedo.
     Subiram todas à superfície e a Beatriz contou que tinha ido atrás de uma das suas pulseiras da sorte. As amigas abraçaram-se e foram procurar a pulseira da Beatriz.
     Quando mergulharam, procuraram, procuraram e procuraram, até que a Margarida, a mais curiosa de todas, viu uma coisa a brilhar. Foi chamar as suas amigas e elas, excitadíssimas, lá foram. E qual não foi o espanto delas quando viram um saco cheio de diamantes de todos os tamanhos, formas e cores. Levaram o saco à superfície.
     As raparigas foram à Câmara da vila para entregar os diamantes ao Presidente. O Presidente contou – lhes que os antigos deviam ter inventado a lenda da criatura “ O Terror”, para ninguém entrar no lago e roubar os diamantes.
     Os diamantes foram para um museu e as cinco raparigas apareceram no jornal da vila.
     Agora, com a recompensa que ganharam, elas gozam as férias, calmamente, num hotel de luxo, como sempre sonharam.


Rita Nunes Campos, nº26 – 6º C

 

A MISSÃO IMPOSSÍVEL

Era uma vez uma aldeia das florestas, que existia há mais de quinhentos anos. Mercáloro, o herói da aldeia, vivia com uma inquietação. Todos os meses esta aldeia era atacada pelos dragões e era queimada por eles. Muita gente morria, muitas casas eram destruídas, reconstruídas outra vez. «Isto tem de acabar», pensava Mercáloro.

     Um dia, ele foi ao sótão da sua casa, abriu um roupeiro e encontrou uma espada maligna. Logo que tocou nela, teve visões dos dragões que atacavam as aldeias. Foi ter com o seu amigo génio, Delíroco, e perguntou-lhe sobre a espada.
     - Isto é e espada dos reinos assombrados, e se os dragões a apanharem, poderão abater o mundo de maneira cruel. Só pode ser destruída na Montanha de Lava onde está Lavártico, dragão da destruição. Temos de ir lá para destruir esta espada – explicou Delíroco.
     E assim foi Mercárloro despedir-se da família e da mulher, tal como Delíroco fez. E receberam prendas: Delíroco, um arco, e Mercáloro, uma espada da luz.
     Estes homens galgaram campos e encontraram desafios, mas não havia quem os fizesse parar.
     A viagem foi longa. Travaram uma batalha com os Trolls de Legati, ilha dos vampiros. Lutaram intensamente, mas não foi possível vencê-los. A certa altura…
     - Ei, Mercáloro, passamos-lhes entre as pernas e despistamo-los nas grutas – disse Delíroco.
     E o plano foi um sucesso.
     As grutas eram escuras e iluminaram o caminho com o brilho das espadas das malícias. Era um labirinto e não estavam a conseguir descobrir o caminho até encontrarem uns anões que os guiaram até à saída.
     A fome era muita, mas conseguiram chegar à zona da Montanha de Lava. Ma como conseguiriam lá entrar sem serem vistos por Lavártico?
     A guardar a entrada estava Melob, a gigante aranha. Controlaram-na, lutando, e chegaram à montanha. Lavártico era um dragão perspicaz e atento, por isso os homens esconderam-se na barriga de Melob.
     Era o momento de acabar com a espada. Já estavam ao pé lava, mas…apareceu Lavártico e detectou-os! Irritado, cuspiu fogo e Melob morreu. Delíroco atirou uma seta para o pescoço do Dragão e, logo que isso aconteceu, Mercáloro lançou a espada maligna para a lava.
     Tudo começou então a desmoronar-se e Lavártico morreu. Mercáloro e Delíroco tiveram o mesmo fim.
     O mal e o ataque nas montanhas desapareceram e as pessoas ficaram tristes com a morte dos heróis. Ma s a sua morte não tinha sido em vão e passaram a chamar-lhes os “Destruidores de dragões”.

Francisco Luís, nº 8 - 6º C


UMA AVENTURA NUM MUNDO MÁGICO E ENORME

 
     Eu vou contar a história de um homem que tem o nome de Jim. Jim não é igual aos outros, ele é paraplégico, mas apesar disso ele faz tudo como um homem normal.

     Jim entrou num centro de batalha, onde havia tecnologia da mais avançada para 2014. Ele foi recrutado para contactar com o povo que havia fora da fortificação. Eles eram enormes! O tamanho normal dos adultos era de dois metros e setenta e cinco centímetros! Também eram de um verde azulado e com tranças enormes.
     Jim demorou quatro meses para estar pronto para a sua missão, e passados os quatro meses foi para o meio da floresta. Ele estava lá para ir proteger os dois cientistas que iam fazer análises àquelas árvores, muito estranhas e enormes. Pois, esqueci-me de dizer que o mundo, para lá da fortificação, era muito estranho…
     Quem estava na fortificação estava lá para recolher o tipo de pedra mais raro – um quilo valia dez biliões de dólares.
     Enquanto Jim defendia os dois cientistas na floresta, foi-se também aventurando por ali dentro. E não é que lhe aparece um animal enorme, mesmo enorme? O animal era parecido com uma pantera, mas à frente tinha quatro patas em vez de duas e era maior que uma pantera.
     Jim, corre, e corre, para não ser apanhado, até que encontra a casa mãe do povo com quem tinha de contactar, e lá se refugia. Eles viviam todos numa árvore enorme, como tudo o resto.
     Ele e o Rei daquele povo foram falar. O Rei do povo decide mandar a sua filha, Racha, ensiná-lo e educá-lo como um ser daquele povo.
     Jim era um homem e não podia viver ali com aquele corpo. Então pediu à Xamã do povo que o pusesse no corpo de um ser morto. Então ele é transformado num dos seres daquele povo.
     A aprendizagem acabou e ele tinha passado a defender aquele povo e não os homens. Não devia faltar muito até serem atacados pelos homens e pelas suas máquinas, pois era o povo que tinha a pedra e era por isso que Jim tinha sido recrutado
     – Além de proteger os dois cientistas, deveria descobrir onde guardavam a pedra que os homens queriam.
     Aquele povo chamou todos os seres da sua espécie para combaterem os homens. Eles vencem e Jim, agora com o nome de Jaco, fica a viver lá para sempre, até morrer.
     Antes de morrer também casou com a filha do Rei, Racha, o que fez com que ele se tornasse no chefe do exército daquele povo.

João Francisco Vidigal Marques, Nº 13 – 6º C


NO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO TUDO PODE ACONTECER...


     Foi numa tarde de Verão que tudo aconteceu!

     A Teresa e a Luísa estavam muito aborrecidas por não verem os rapazes há muito tempo. A Teresa decidiu ligar ao Pedro e a conversa desenrolou-se assim:
     - Olá, Pedro! Temos de combinar alguma coisa para esta tarde. Eu e a Luísa não aguentamos mais sem uma aventura e o clima aqui em casa não está muito agradável -disse a Teresa.
     - Podemos aproveitar para ir ao Ministério da Educação. Não te esqueças que temos de fazer aquela entrevista de Área de Projecto, para concluirmos o trabalho logo no inicio do próximo ano lectivo e até pode ser que se sinta no ar o cheiro de aventura - sugeriu o Pedro a rir.
     - Está bem! Vou contar à Luísa, e por favor liga tu ao João e ao Chico. Beijos.
     A Teresa foi contar à Luísa e por sua vez o Pedro ligou aos rapazes, João e Chico.
     Quando acabaram de almoçar encontraram-se no bar “Praia Mar”. Era um bar simples, com uma dúzia de mesas e com uma vista espectacular para o mar.
     Depois de terem bebido qualquer coisa, prosseguiram caminho para o Ministério da Educação. Pararam um pouco antes de entrarem naquele enorme edifício. Encheram-se de coragem, respiraram fundas umas dez vezes, deram três pulinhos para descontrair e por fim lá entraram. Assim que passaram a porta, pareceu-lhes logo que havia algum alvoroço…
     Foram recebidos pela secretária da Ministra da Educação que os avisou que não era um dos melhores dias para visitas, pois a Ministra tinha caído e tinha ficado mal, sendo necessário transportá-la ao hospital. Os amigos permaneceram calados durante alguns segundos e, de repente, ouviram a sirene da ambulância, que já levava a senhora Ministra.
     Foi então que o Pedro perguntou à secretária, virando-se para ela:
     - Para que Hospital vão? Nós também queremos fazer-lhe companhia, pois a senhora parece estar muito nervosa.
     - Vamos para o Hospital da Cruz Vermelha. Querem boleia?
     - Agradecemos muito! – exclamou o Chico.
     No caminho, a secretária recebeu um telefonema do Primeiro-ministro que a fez ficar calada e carregar no acelerador.
     Chegados ao Hospital, de passo apressado, com o dossiê debaixo do braço, a secretária tentava chegar junto à Ministra da Educação, esquecendo-se dos jovens.
     Iludindo a vigilância dos seguranças, um homem estranho aproximou-se da secretária, dando-lhe um encontrão, e começaram a voar papéis por todo o lado. Os cinco aproximaram-se e ajudaram-na a juntar os documentos.
     De repente, a secretária grita desesperada:
     - Onde está? Onde está?
     - Falta alguma coisa? – pergunta a Teresa admirada.
     - Sim, o que a Ministra tem de assinar, agora! É urgente! O que dirá a Editora? O que dirão os telejornais e os jornais e os professores e os pais e os alunos? Oh, meu Deus! – exclama a secretária aflita.
     Perplexas, as gémeas tentaram acalmar a agitadíssima senhora, enquanto o Pedro, o Chico e o João se separavam pelos corredores infindáveis, à procura do ladrão.
     Através de um espelho, viram o homem que dera o encontrão à secretária. O ladrão dobrava cuidadosamente os documentos colocava-os no bolso da algibeira.
     Sorrateiramente, o Pedro denunciou-o aos seguranças e, para grande espanto de todos, quando o homenzinho se viu rodeado, encolheu os ombros dizendo:
     - Já descobriram tudo? Paciência! Eu não queria fazer mal a ninguém. Só queria ficar famoso e ganhar algum dinheirito vendendo este livro directamente à Editora, como se tivesse sido eu a escrevê-lo, percebem? E para que quer uma Ministra o manuscrito da próxima Aventura?! Para que lhe serve num Ministério um livro de aventuras? Para nada! Para nada!
     Coitado! Afinal, parece que o homem não regulava muito bem da cabeça…
     No final do dia, regressaram a casa, não sem antes combinarem uma outra ida ao Ministério da Educação para fazerem a tal entrevista…


Maria Margarida Graça, nº 18- 6º C

3 comentários:

kika disse...

Oi professora
Gostei muito dos textos dos meus colegas!!!
Acho que estam muito originais.
Também fui pesquisar as imagens sobre as flores e achei que há flores lindíssimas.
Bjs francisca

jardimdasletras disse...

Olá Kika!

Então já conheceste o Sr. Gladíolo? E as descendentes directas do Príncipe de Orange?

Eu também gosto muito de flores. De as ver, fotografar, semear e ver crescer...
Bjs, até amanhã!

Anónimo disse...

Olá, professora Lígia.
Estou bastante orgulhosa dos textos da nossa turma, pois os meus colegas têm muita criatividade...
Beijinhos, Rita do 6ºC