CONCURSO UMA AVENTURA...LITERÁRIA 2010 - I



Foram nove os textos do 6º C que seguiram a semana passada para o Concurso «Uma Aventura...Literária 2010», promovido pela Editorial Caminho.


Subordinados ao tema " Uma aventura", durante algumas aulas os alunos criaram os seus próprios heróis e "meteram-nos em trabalhos" ou imaginaram novas peripécias para serem vividas por heróis já bem conhecidos doutras aventuras. Por vezes, foi até difícil que alguns se "libertassem" das influências recebidas através de leituras recentes ou mesmo de algum filme mais emocionante exibido recentemente nas nossas salas de cinema...

E como todos gostam de uma boa aventura, aqui ficam as primeiras quatro... Nem o Ministério da Educação escapou...

UMA AVENTURA EM S. PAULO

Foto: blogmotor.net/.../07/parapente-e-paramotor.jpg

Há alguns anos atrás, um grupo de amigos constituído pelo Mateus, pelo João, pela Mariana, e pela Joana, participaram num concurso Sumol e ganharam uma viagem a São Paulo, no Brasil.


Quando lá chegaram, ficaram fascinados com a cidade, por ser tão grande. Ao chegarem ao hotel, decidiram que os rapazes ficariam num quarto e as raparigas noutro.

Como tinham levado o dinheiro que andavam a poupar, foram andar de “asa delta” e tiveram sorte, pois os rapazes já sabiam direccionar aquilo. Cada rapaz levou uma rapariga e sobrevoaram São Paulo. Durante algum tempo sobrevoaram o mar.

Enquanto sobrevoavam a cidade, repararam que um grupo de homens estava a roubar uma mala a uma senhora, mas como é óbvio, não puderam fazer nada.
Depois de chegarem à praia foram dar um mergulho e voltaram para o hotel.
Nessa noite havia um leilão no hotel e eles foram espreitar.

Entraram dentro de uma sala e esconderam-se. Havia uma porta ao lado, o Mateus caiu e ficou com a cabeça do outro lado. Então reparou num monte de caixas que diziam “Pele de Cobra”, “Ouro”, “Diamantes”, “Amazónia” e ele pensou que só podiam pertencer a contrabandistas. Chamou os amigos e entraram todos lá para dentro. Nisto, veio uma brisa que fechou a porta e os amigos assustaram –se. De repente, abriu-se uma porta do outro lado da sala e a Mariana reconheceu os homens. Eram os mesmos do roubo da mala e traziam um caixote cheio de objectos roubados. O grupo de amigos escondeu-se o mais depressa possível e a Joana reparou que eles se tinham engravatado como os empresários.

O João apercebeu-se que um deles entrara na sala de leilões e levava a mala lá para dentro, o Mateus saiu, espreitou para dentro da sala e viu que eles estavam a leiloá-la.
Chamou os amigos e ligou à polícia que veio de imediato. Eles contaram o que tinham visto quando estavam a andar de “asa delta” e que tinham reconhecido os mesmos homens ao espreitarem para dentro da sala de leilões. Então, o Mateus que entretanto tinha caído, viu as caixas e depois os ladrões a entrarem na sala, o grupo de amigos muito assustados, foi saindo aos poucos.

Depois, o chefe da polícia perguntou como os poderia recompensar, eles pensaram muito bem e decidiram que queriam um apartamento T4 com vista para o mar.
E assim, os quatro amigos puderam ficar mais um mês no Brasil!


António Carriço, Nº 3 – 6º C


UMA AVENTURA NA PRAIA

 Num dia de sol, estava eu na praia com os meus amigos João, Raquel e Susana. Eu, o João e a Susana fomos dar um mergulho, enquanto a Raquel se bronzeava para ficar gira para os rapazes.



Quando chegámos à toalha para nos secarmos, reparámos que a Raquel não estava lá e começámos a ficar preocupados. Eu pus a hipótese de ela ter ido ter com rapazes; a Susana pôs a hipótese de ela se ter ido embora e não se ter lembrado de nos avisar; e por último o João pôs a hipótese de ela ter sido raptada. Quando o João colocou esta hipótese, fez-se um momento de silêncio…
     - Acho que é melhor deixarmos isto tudo para amanhã, pois já se faz tarde – disse eu.
     - Concordo-afirmou o João.
     - Está bem, encontramo-nos na padaria em frente à casa da Raquel, pois é muito possível ela estar já neste momento a ver televisão no sofá.
     E assim foi, deixámos para outro dia a investigação.
     No dia seguinte, lá estávamos todos reunidos em frente à casa da Raquel. Tocámos à campainha e apareceu-nos uma senhora muito bonita.
     - O que é que querem, meus meninos? – perguntou a senhora.
     - Nós queríamos saber se a Raquel está em casa.
     - Não! Eu pensava que ela tinha ficado em casa da menina Carolina!- exclamou admirada.
     - Claro que ficou em minha casa!– disse eu com as bochechas vermelhas.- Mas deve ter saído sem eu dar por isso… Que tontice a minha! – acrescentei.
     - Então adeus! – disse a senhora.
     - Adeus! – dissemos em coro.
     Quando chegámos à praia para procurarmos o rasto da Raquel, percorremos toda a praia excepto o lado esquerdo pois tinha fama de se chamar “O Lado dos Infernos”.
     - Vamos – disse o João.
     - Não, tenho medo! – exclamou a Susana.
     O João puxou-a por um braço e seguimos o nosso caminho. Procurámos…procurámos até que vimos uma sombra. Aproximámo-nos e …não era mesmo a Raquel!?
     - O que é que te aconteceu? – perguntei eu espantada por vê-la.
     - Nada! Espera, onde estão os rapazes? – perguntou a Raquel.
     - Quem? Os raptores?– perguntei eu.
     - Esqueçam, estava só a sonhar! Já vos disse que estas pedras são boas para dormir? -perguntou ela com ar de gozo.
     Quando a Susana já estava preparada para lhe bater, eu disse logo:
     - Nem penses! Bem, o que interessa é que estás bem.
     E assim ficámos felizes!

Carolina Morgado Carvalho nº4- 6ºC

... NO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO


    
 Finalmente tinha chegado o dia em que a minha turma ia visitar o Ministério da Educação. De manhã, bem cedo, estava eu, os meus colegas e as minhas professoras de Estudo Acompanhado- a professora Lígia e a professora Vitorina -  prontos para partirmos à aventura.


     No autocarro iam alguns colegas a ouvir música, outros a conversar e outros ainda a dormitar.
     Passado algum tempo chegámos ao Ministério da Educação e quem nos veio receber foi a secretária da ministra.
Após as apresentações, a secretária mostrou-nos a sala de reuniões, os escritórios, a biblioteca e, no final, também apresentou a ministra Isabel Alçada.
     A ministra levou-nos até à sua sala e conversámos todos acerca do que achávamos que deveria melhorar nas escolas. Falámos, falámos e falámos… e no final a senhora ministra deixou-nos à vontade para explorarmos mais um pouco daquela instituição.
     Formámos grupos para não nos perdemos naquele edifício enorme. Então, o grupo da Inês, da Beatriz, da Carolina e da Margarida foi ao local onde estavam os nomes das escolas do país; o grupo do Pedro, do António e do João foi aos escritórios saber quais os próximos eventos que se iriam realizar; o grupo do Miguel, do Francisco e do Gonçalo foi à biblioteca; o meu grupo vagueou, vagueou pelo Ministério, até que encontrámos uma sala que só tinha papéis e a colecção toda dos livros "Uma aventura…". A Rita, muito curiosa, começou a remexer os papéis e encontrou a autorização de publicação do próximo livro.

     Quando a Rita pegou no papel, chamou-nos logo e disse que tinha na mão um papel importantíssimo. A Mariya não estava a acreditar naquilo que via… Então, tirou o papel das mãos da Rita, dobrou-o e pô-lo no bolso das suas calças. Saímos da sala e fomos até ao pé das professoras, como se não tivesse acontecido nada.
     Ao chegarmos à sala, já estavam todos à nossa espera, pois íamos embora. Despedimo-nos da ministra e da sua secretária e partimos para a escola.
    
     Chegámos à escola por volta da hora do lanche e fomos para casa.
     A Mariya, quando chegou a casa, tomou um banho e meteu as calças para lavar, esquecendo-se que tinham o papel da autorização. No final de tomar banho, de se vestir e de lanchar, lembrou-se do papel, mas nessa altura já era tarde demais, pois a mãe já tinha ligado a máquina e o papel já estava todo desfeito.


     No dia seguinte, na escola, a Mariya contou-nos o que lhe tinha acontecido, pedindo-nos que guardássemos segredo. E assim o fizemos. Guardámos segredo, até ao dia em que a Mariya ganhou coragem e contou tudo à professora de Português. A professora compreendeu a história e disse que a Mariya tinha de telefonar para o Ministério da Educação e contar à ministra tudo o que tinha sucedido naquele dia.


     Após a aula, a Mariya e a professora foram telefonar à ministra Isabel Alçada e esta respondeu-lhes que já tinha reparado que lhe faltava um papel, mas que não tinha importância pois era uma cópia. Em seguida a Mariya veio ter connosco e contou-nos acerca do telefonema. Depois dessa conversa ficámos mais aliviadas do que nunca, e prometemos à professora Lígia que não se voltava a repetir.

Francisca Albano Coutinho nº7- 6ºC


UMA AVENTURA ESTRANHA


     Esta aventura começa numa noite quente, sem vento, e com as personagens a prepararem-se para dormir.



     - Boa noite…
     - Mãe, …mas essa passagem nunca foi descoberta?
     - Carolina, é só uma história, não quer dizer que exista mesmo um tesouro e uma passagem da nossa praia para essa ilha!
     - És mesmo criancinha, Carolina, não vês que são tudo invenções? – comenta o André com ar de troça.
     - Vá, meninos, já chega, vão dormir! Boa noite – diz o pai.
     A Carolina ficou convencida de que não era apenas uma história, mas isso é o que vamos descobrir…


     Na manhã seguinte, depois de estarem despachados, a Carolina e o André foram ter com a Margarida.
     - Olá a todos! – exclama a Margarida.
     - Olá, vamos é depressa para a praia! – diz a Carolina entusiasmada.


     Quando chegaram à praia, a Carolina estendeu a toalha e foi a correr para o mar. Dando um salto para a água, não é que vê o tesouro mesmo à sua frente?
     -  Encontrei a caixinha que deve ter o tesouro! – grita ela.
     - Nós não somos parvos!
     - André, não sejas resmungão e vamos ver! – respondeu-lhe a Margarida.


     Quando entraram todos na água, viram que a Carolina tinha dito a verdade. Ficaram estupefactos! A Margarida reparou que havia uma espécie de maçaneta na caixinha e, quando a puxou para baixo, sentiram uma corrente a puxá-los.


     Ao aperceberem-se onde estavam…não queriam acreditar no que viam! À sua frente tinham uma ilha deserta com a água mais límpida que alguma vez viram, peixes e plantas maravilhosos, um céu azulíssimo com o sol a espreitar, uma brisa suave que sabia tão bem num dia tão quente, escorregas e piscinas naturais, uma floresta linda, enfim, não havia como descrever tal beleza!
     - Olha, golfinhos! – gritaram todos em coro.
     - Vamos lá nadar com eles! – propôs o André.
     - Margarida, vens? – pergunta-lhe a Carolina. Mas ninguém respondeu. Onde teria ela ido? Será que fora raptada? Mas para alívio de todos…
     - Venham lá, a água é tão quentinha, e os golfinhos são super meigos! – gritou-lhes a Margarida.


     O dia que passaram foi maravilhoso! Nadaram, escorregaram nos escorregas, brincaram, fizeram tudo e mais alguma coisa!


     Quando quiseram voltar, mergulharam e carregaram na maçaneta. Na ilha já estava a escurecer e tinham passado umas boas horas de diversão, mas algo de estranho aconteceu…
     - Foi tão divertido! – exclamou a Margarida.
     - Pois foi, mas lá, passaram horas, e aqui, só passaram cinco minutos! –comentou a Carolina.
     - Isto é um mistério por descobrir! – disse o André, armando-se em esperto.


     Os três amigos divertiram-se bastante, mas agora na praia. Jogaram futebol, badmington, à apanhada, às escondidas, nadaram… Só que …parecia-lhes que alguém os andava a espiar…


     Já de volta para casa, um homem seguiu-os e agarrou na Carolina. Todos entraram em pânico. A Margarida começou aos berros e o homem só a mandava calar.
     - Agora contem-me tudo sobre a ilha e porque é que vocês conseguiram entrar e eu não – quis saber o homem.
     - Nós não sabemos de nada…- respondeu-lhe a Margarida.
     - Não se armem em espertinhos! – ameaçou o homem.
     O André, durante a confusão, conseguiu fugir e chamar a polícia.
     - Mão ao ar! Pensavas que ias fugir por muito mais tempo? Vais mas é para o manicómio!- exclamou um polícia algemando o homem.
     - Mas esse homem é maluco? - pergunta o André, troçando.
     - Mais ou menos. Está convencido que na praia há uma passagem para uma ilha, e que há lá um tesouro! – respondeu o polícia.
      Os amigos entreolharam-se e perceberam que afinal havia mesmo um tesouro, mas na ilha, algures escondido.


     Quando chegaram a casa, contaram aos pais, que não acreditaram.
     - Vocês têm é uma imaginação muito fértil! – disseram os pais
     A verdade é que eles realmente viveram aquela aventura, e que só conseguiram ir à ilha duas vezes naquele Verão…


 Mariya Marchenko, nº 21- 6ºC

4 comentários:

kika disse...

oi professora
Pasei pelo blog para ver novidades...
Gostei muito dos trabalhos!!!
Bjs Francisca 6ºC

Anónimo disse...

Olá professora
Andei a pesquisar sobre a ligação do príncipe de Orange com as tulipas mas não tive muito sucesso pois só me aparece a descrição e noticias de jornal sobre a Holanda.
Além disso, adorei realizar este trabalho sobre uma "AVENTURA"!
Beijinhos da Carolina C.

Lígia disse...

Olá Francisca!
Desta vez o comentário ficou... Amanhã talvez tenha tempo para colocar os restantes textos...

Carolina, se estivéssemos a jogar ao "trapo queimado", agora eu dir-te-ia assim: "Quente! Quente! A escaldar..." Afinal estás mais perto do que o que pensavas, em relação à tua pesquisa. Holanda, Príncipe de Orange e tulipas está tudo relacionado, se leres com atenção...
Beijinhos para as duas e até amanhã.
Lígia

Anónimo disse...

Acho que este textos estão muito bonitos, é pena e que ue nao participei.
5 E