AVENTURAS NO JARDIM ZOOLÓGICO - O episódio

Episódio- Incidente relacionado com a acção principal de uma narrativa;acontecimento que se insere num conjunto de outros; Facto que altera o desenrolar dos acontecimentos;acontecimento de importância aparentemente pequena mas que pode gerar graves consequências.

O episódio é um modelo de escrita que vive essencialmente da narração e do diálogo.


A proposta feita à turma foi que dessem continuidade a uma história, imaginando o que teria acontecido a alguns alunos durante uma visita ao Jardim Zoológico e reconstituindo a parte da história truncada.


O início da história :

A viagem decorreu sem percalços. Finalmente, chegámos ao Jardim Zoológico de Lisboa. A nossa visita tinha como objectivo conhecer alguns dos animais de que nos falavam as fábulas.
Depois de a professora nos fazer inúmeras recomendações, dividimo-nos em grupos, e como já éramos crescidinhos, partimos a explorar o jardim, cada qual para seu lado.
Todavia, um dos grupos não seguiu os conselhos da professora e algo de desagradável aconteceu.

E os vários episódios:

(...)
Ao contrário do que a professora tinha aconselhado, o João e o Miguel foram andar no teleférico sem um adulto. Antes de partirem, um empregado avisou-os de que só tinham dez minutos para andarem, porque o jardim ia fechar dentro desse tempo.
- Olha ali! - alertou o Miguel.
- Uau! Mesmo vistos daqui os elefantes continuam a ser grandes! - exclamou o João.
- Já reparaste que aquele leão está a dormir desde que chegámos? -perguntou o Miguel.
- Deve ser porque nunca viu uma beleza tão grande como a nossa! -exclamou o João com ar de convencido.
De repente o teleférico parou!
- Porque é que o teleférico parou? – questionou o João.
- Não te lembras do que o empregado disse? –lembrou o Miguel
- Claro que me lembro. Disse que eu era giro! – exclamou o convencido do João.
- Só pensas na tua beleza. O empregado disse-nos que só tínhamos dez minutos para andar.
- Eu quero a minha mãeziiiinha! – disse o João chorando, ao aperceber-se de que estavam lá em cima presos.
- Espera, – pediu o Miguel – eu penso que trouxe uns binóculos.
- Queres dizer que eu estive a chorar para nada? – perguntou o João irritado.
- Basicamente! –respondeu o Miguel com ar de gozo.
Entretanto, os outros alunos e a professora, começaram a preocupar-se e decidiram ir à procura deles.
- Olha, avistei a professora! – avisou o Miguel com uma alegria enorme.
- Boa! – exclamou o João.
- Professooooora, aqui em cima!!! – gritavam os dois como dois malucos.
- Que estranho, parece mesmo a voz de um dos meus alunos. – disse a professora para si.
- Professora Rosinha da Silva Santos da Sivilheira, somos nós, os seus dois alunos!!! – chamavam ambos.
- Onde estão? – perguntou a professora preocupada.
- Aqui em ciiiiiima, no teleférico. – responde o Miguel.
Quando a professora ia a caminho para os salvar, avistou o responsável pelo teleférico que estava a fazer a revisão, para ver se estava tudo bem.
- Desculpe, não sei se já reparou mas dois dos meus alunos estão presos no teleférico. – avisou a professora.
- Não diga mais nada, eu vou já salvá-los.
Quando o João e o Miguel já estavam em terra firme, a professora fartou-se de resmungar com eles. E com razão!
No final, e depois do grupo estar reunido, todos estavam mais calmos. Tudo não tinha passado de um valente susto.

Carolina Morgado Carvalho, nº4, 6ºC


(...)
O nosso grupo tinha entrado numa sala, onde dizia “ PROIBIDO ENTRAR”! A sala estava cheia de ecrãs e nesses ecrãs via-se tudo o que se passava no Jardim Zoológico.
O Manuel, entusiasmado com tudo aquilo, clicou num botão sem querer, e das colunas ouviu-se: «GIRAFAS SOLTAS! ELEFANTES SOLTOS! RINOCERONTES SOLTOS! ZEBRAS SOLTAS! IMPALAS SOLTAS!»
Ouvindo isto, saímos dali e a professora disse-nos para irmos para o teleférico.
Do alto do teleférico, viam-se os animais todos a irem para o portão do Jardim Zoológico, mas não conseguiram fugir, pois os empregados do Jardim Zoológico fecharam o portão grande. Então, aí, entraram os tratadores e, quando puseram comida nas jaulas, os animais voltaram para irem comer. Nesse momento, as jaulas fecharam-se.
A professora acalmou-nos e depois ralhou connosco E nós jurámos nunca mais entrar em sítios onde diga na porta “ PROIBIDO ENTRAR”.
E assim continuámos o passeio, mas agora com a professora…

Gonçalo Felizardo, nº 10

(...)
Todavia um dos grupos não seguiu os conselhos da professora e algo de desagradável aconteceu. Muito desagradável…
O que aconteceu foi que um grupo se afastou demasiado dos outros, ficaram sem professor e viram um leopardo à solta!
O grupo tinha três pessoas: o Daniel, o Rodrigo e a Sandra. Estes, mal viram o leopardo, entraram em pânico e desataram a fugir.
O Daniel tinha cabelo castanho, olhos amarelos, tal como o Rodrigo. A Sandra tinha um ar de miúda normal, olhos azuis e cabelo loiro. Tinham os três doze anos e eram teimosos e reguilas.
-Devíamos ter tido mais cuidado! – pensavam eles. Mas nesta situação só havia uma solução: a fuga para a floresta ao pé do Zoo, esperando que alguém os ajudasse. Mas ninguém apareceu.
Fugiram, fugiram, até que…estavam perdidos! Ficaram encurralados ao pé do fosso dos tigres.
Mas…o mais estranho aconteceu à última hora. O leopardo saltou para o fosso de tigres e adormeceu. O grupo ficou boquiaberto e não disse nada. Mas mesmo assim foi tudo muito estranho…
No final, e depois de o grupo estar reunido, todos estavam mais calmos. Tudo não tinha passado de um valente susto.

Francisco Luís, nº8, 6ºC

(...)
Enquanto eu e os meus amigos almoçávamos, dois colegas da turma, o André e o Tiago, os melhores amigos e muito mal comportados, estavam a preparar um plano.
- Ó Tiago, que tal irmos pr’ali para ao pé dos macacos? – perguntou o André.
- Não acho muito boa ideia…Tu sabes como é professora – chata e resmungona – lembrou o Tiago.
- A professora não tem de saber - insistiu o André.
- Está bem, mas é só cinco minutos – disse o Tiago.
Quando os dois amigos chegaram à zona dos macacos, passaram o tempo todo a provocá-los. Dez minutos depois, o Tiago olhou para o local onde a turma estava a almoçar e observou:
- André, a nossa turma não está ali!
- O que é que disseste? – interrogou o André. – E agora, o que é que vamos fazer?
- Já sei! – exclamou o Tiago – Vamos procurar um guarda e ele irá ajudar-nos a encontrar a professora e os nossos colegas.
- Bem pensado – acrescentou o André.
Os dois amigos puseram-se à procura do guarda mais próximo, e quando encontraram um, explicaram-lhe tudo.
Finalmente o Tiago e o André encontraram a professora, só que o pior estava para vir: teriam um castigo que era limpar as casas de banho da sua escola durante uma semana!!!
No final de o grupo estar reunido, todos estavam mais calmos. Tudo não tinha passado de um valente susto.

João Fialho, nº12


(…)
O que aconteceu foi que o grupo se perdeu e não foram ter com um segurança, porque acharam que já eram crescidinhos para cuidarem deles próprios.
Continuaram a andar e encontraram uma porta a dizer “NÃO ENTRAR”. Como eles eram muito curiosos, decidiram entrar.
Quando entraram viram os leões ao pé da porta, da parte de dentro, cheios de fome. Os leões, quando os viram, olharam para eles e começaram a correr. Com medo, eles foram-se embora e bateram com a porta que acertou mesmo em cheio na cara de um leão.
Um tratador de serpentes passava por lá e levava uma serpente num cubo de vidro, que se partiu quando um miúdo do grupo embateu nela. Este tropeçou na serpente e o tratador reagiu logo, chamando o paramédico do Jardim Zoológico e outros colegas seus para agarrarem na cobra.
A sorte do rapaz foi terem conseguido tirar a serpente que estava enrolada na sua perna, naquele instante, e ele só ficou com uns arranhões e com a perna inchada…
No final, e depois de o grupo estr reunido, todos estavam mais calmos . Tudo não tinha passado de um valente susto.
João Silvério, nº 14 - 6ºC

(…)
O Rui, um dos rapazes mais traquinas, perguntou se queriam ir ver os leões.
- Não! – disse a Maria – Não gosto de leões!
- Então vamos ver os ursos e tiramos fotografias – disse o Luís
Eu concordo – responderam o Rui e a Maria em coro.
Ao chegarem às jaulas dos ursos, começaram a tirar fotografias. O Rui subiu para cima de um muro para ter melhor ângulo de visão. Depois, o Luís fez o mesmo e a seguir a Maria. A Maria, a o tentar subir para o muro, não conseguiu.
- Preciso de ajuda! – pediu.
- Eu ajudo – responderam os dois. - E assim fizeram.
- Tanta era a vontade de ajudar que a Maria perdeu o equilíbrio, caiu dentro do recinto e desmaiou.
Quando acordou, viu um urso pequeno, assustou-se e os ursos maiores aproximavam-se.
Os amigos, lá em cima, depressa chamaram os bombeiros. Quando chegaram, os bombeiros resgataram-na e ela estava sã e salva.

No final, e depois de o grupo estar reunido, todos estavam mais calmos. Tudo não tinha passado de um valente susto.

Roberto, nº 27

2 comentários:

Lourdes disse...

Olá, Lígia!
Ontem estive nas Caldas, para meu desagrado esqueci-me do telemóvel em casa, fiquei :( porque tencionava telefonar-te para almoçares connosco.

Estas histórias que os teus meninos nos contam vou partilha-las com os meus para o próximo período.

Tu também passaste a fazer parte dos meus agrdecimentos na minha última portagem, porque também o mereces
Beijinhos
Lourdes

jardimdasletras disse...

Olá Lourdes,
As muitas horas de computador, hoje, já me tiraram o fôlego, por um lado, e ofereceram uma dorzita de cabeça, por outro. Ossos do ofício! Por isso optei por te telefonar...
Beijinhos e olha...vou fugir daqui da frente do ecrã...
Lígia