A MENINA DO MAR


A propósito da leitura da obra «A MENINA DO MAR» de Sophia de Mello Breyner Andresen


No 2º período, o 5º C conheceu a Menina do Mar e o menino da terra. Tal como os dois amigos, também eles se aventuraram pelo mar dentro, conheceram os seus mistérios, zangaram-se com a maldade da Grande Raia, temeram os longos braços dos polvos, andaram às cavalitas de um golfinho… E foram ter a ilhas distantes, e assistiram ao grande baile da Menina do Mar…

Tal como a Menina do Mar, também alguns deles já sabem bem o que é a Saudade, e também não foi nada difícil imaginarem o que fariam se tivessem acesso a uma bebida semelhante àquela que o menino bebeu para se encontrar com a Menina do Mar.


Ora prestem atenção…
PARA QUE ME SERVIU UM SUCO DE ANÉMONAS
Certo dia, estava eu na praia com minha mulher, quando uma gaivota deixou cair uma coisa na areia. Levantei-me e fui ver o que era. Lá dizia que aquilo era um suco de anémonas, para quem quisesse ir ao fundo do Mar. Como era pobre, bebi. Já não me interessava ali viver.
Bebi e mergulhei na água. Vim à tona e não me afoguei. Lembrei-me de que havia barcos naufragados e que lá dentro ainda havia cofres carregados de ouro, diamantes, jóias e cristais – todos eles com um valor enorme, e que podia ficar rico.
Mergulhei e nadei dias e noites, até que avistei cinco barcos com os seus cofres carregados de ouro. Mas não podia trazer aquilo tudo e esperei pela noite.
De noite, vi uma estrela cadente e pedi um desejo: ter ali um navio para poder levar todo aquele ouro.
O meu desejo realizou-se. Fui outra vez ao fundo do mar buscar o ouro, a prata e os cristais e ainda outras riquezas dos barcos e fui-me embora..
Cheguei à praia passado um mês. A minha mulher já estava aflita. Saí do barco e disse-lhe:
- Agora vamos ser ricos. Acompanha-me.
Levei-a até ao barco e mostrei-lhe o ouro e as outras coisas. Ela ficou histérica! No dia seguinte estávamos ricos! E eu ainda podia voltar ao fundo do mar para tirar mais ouro dos outros barcos!!!

António Carriço, nº 3
O SUCO MÁGICO
Se eu tivesse acesso a um suco mágico, beberia logo, logo, sem pensar, porque se eu esperasse ele poderia evaporar-se ou coisa assim do género…
Logo de seguida iria ao fundo do mar, visitaria os peixes, as estrelas-do-mar abertas e lindas, as raias grandes e majestosas, as conchas, os polvos… Mas teria de ter cuidado com os tubarões, pois eles podia comer-me, e depois lá se ia a minha alegre vida…
Quando já tivesse visto tudo o que havia à superfície, desceria mais uns quarenta metros, ou mais, e aí encontraria aqueles peixes esquisitos, com uma luz em cima e uns dentes grandes, muito afiados!
Depois de ver isso tudo, iria pelo mar fora, para procurar as porcarias que o Homem deita para o mar, e apanharia para as meter no lixo, porque se eu as deixasse ficar lá, os animais marinhos podiam comê-las e podiam morrer ou ficar muito doentes, e eu não gostaria nada que isso acontecesse, pois assim ficaria sem amigos e sem ninguém para brincar.
Quem me dera que o mar fosse como eu descrevi, mas infelizmente não é. O homem diz que não polui, mas é mentira.
Quem me dera que o mar fosse limpo e maravilhoso!
Duarte Baltazar, nº 5

AS SAUDADES
Eu costumava ir muitas vezes para casa dos meus avós maternos, para ir ajudar o meu avô Jorge na horta. Brincámos e ajudávamo-nos um ao outro. Até que chegou a altura de ele ter que partir, “foi para o céu”.
Desde que o meu avô morreu, a saudade é cada vez maior, mas continuo a ir a casa dele visitar a minha avó. Agora tenho que lhe fazer mais companhia, pois está muito só e triste.
O meu avô Jorge tinha muitos amigos e todos eles têm saudades dele.
No funeral dele, toda a gente chorava com pena, mas tinha chegado a hora dele, e se não fosse naquela altura, se calhar era pior..
As saudades, as saudades são traiçoeiras…

A saudade, a saudade
É tudo para nós
Porque quando gostamos de alguém
Essa pessoa vai-se embora.

Quando pensamos estar sempre, sempre, junto de alguém, às vezes pensamos mal, porque “o que é bom acaba depressa”.
Francisca Coutinho, nº 7

AS MINHAS SAUDADES
Eu vivia numa cidade, ao pé de uma praia, onde ia muitas vezes. Combinava sempre com o meu melhor amigo, o Pedro, para nos encontrarmos nessa praia. Nós brincávamos, jogávamos, ou praticávamos andebol na praia e divertíamo-nos muito. Umas vezes combinávamos também ir a casa um do outro. Nessa altura tínhamos oito anos.
Um dia aconteceu uma coisa catastrófica que me deixou chocado. O Pedro teve de se mudar para uma ilha, porque a sua mãe tinha de trabalhar lá, até se reformar.
Ficámos só mais uma semana juntos. As nossas famílias jantaram em conjunto para todos nos despedirmos e eu e o Pedro passámos os últimos tempos a conversar.
Agora, lá estava eu na praia, sozinho, sem ninguém com quem brincar, embora mandássemos cartas um ao outro. Fiquei tão cheio de saudades que não me apetecia fazer nada.
Outro dia, encontrei um frasco de água que me parecia mágica. Bebi um bocadinho e apercebi-me de que podia respirar dentro de água…
Então, para matar saudades fui visitar o Pedro. Ficámos muito felizes e, a partir daí, podia visitá-lo sempre que quisesse.

Francisco Luís, nº 8

UMA VIDA MARAVILHOSA
Se eu bebesse um suco mágico que me permitisse ir ao fundo do mar sem me afogar, eu iria fazer corridas em cima dos cavalos-marinhos e iria ver animais e plantas que nunca tivesse visto. Todos os dias iria comer peixe, iria procurar tesouros nos navios afundados e ficaria rico!!! Depois, compraria a fábrica que fazia o suco mágico e daria a todos um pouco, para que os outros também pudessem ir ao mar sem se afogarem.
Iria nadar com os golfinhos e pedia-lhes para me ensinarem a dar saltos perfeitos. Iria a torneios de lutas entre peixes-espadas e iria aos bares beber sumo de algas. E o melhor de tudo. Poderia ser eu a pescar a minha comida!
Se eu bebesse esse suco mágico, faria amigos diferentes de mim e iria ver se a história da cidade da Atlântida era verdade.
À noite, iria para uma discoteca marinha. Na terra não tenho idade, mas no mar tinha…
A vida no mar seria muito gira, excepto quando tivesse de fugir dos tubarões que me quisessem comer. Mas mesmo assim eu conseguiria fugir, porque os golfinhos me teriam ensinado a nadar muito bem.
E assim seria uma vida maravilhosa no mar!

Francisco Sequeira, nº 9



UM SONHO QUE NÃO ERA SONHO

Estava eu na praia com os meus primos, quando encontrei um frasco que tinha lá escrito: “ Bebida para voar”. Eu bebi aquilo, pois não me podia fazer mal.
Nessa noite, quando ia beber água, dei comigo a voar no corredor. Assustei-me porque não é sempre que vamos buscar água a voar... Voltei logo para o meu quarto com medo que alguém me visse. Então, abri a janela do meu quarto, e fugi para a praia. Nessa mesma noite, enquanto estava a voar sobre o mar, um pássaro veio ter comigo e perguntou: “ És tu o sagrado senhor que encontrou a água mágica?” Eu aproveitei a oportunidade e disse:
- Prefiro “sagrado menino”.
- Sim, senhor - disse o pássaro.
- É “ Sim, menino” – disse eu feito esperto.
Mas com este paleio todo o pássaro deixou de bater as asas e caiu na areia.
No dia seguinte, tinham chegado à praia milhões e milhões de pássaros que vinham de todo o mundo para me dar prendas. Mas pouco depois ouvi:
- Gonçalo, acorda! - dizia a minha mãe.
Queria dizer que aquilo tudo não passava de um sonho… mas na outra noite passou-se o mesmo, e na outra, e na outra… Mas o mais estranho é que os pássaros vinham de manhã. Era como se fosse a velocidade da luz a entrar para o meu quarto…
Gonçalo Felizardo, nº 10

UMA VIDA NO MAR
Estava eu um dia a brincar na praia, quando, de repente, encontrei um frasco à beira-mar. Vi que por dentro tinha várias algas e também reparei que no papel dizia que quem bebesse daquele frasco poderia ir até ao fundo do mar. e então eu resolvi experimentar.
Depois de beber o líquido todo, parecia que me tinha transformado num peixe! De seguida, fui para o mar. Vi peixes, corais, caranguejos e nadei para muito longe como se nunca mais visse pessoas e o mar fosse o meu habitat. Dormia ao pé dos corais, mas antes de adormecer os sons dos peixes, pois era o que me fazia adormecer calmamente.
Todos os dias, ao acordar, ia brincar com o meu novo amigo golfinho, que não tinha nome. As nossas brincadeiras eram sempre muito alegres e nunca nos zangávamos.
Até que um dia uma tempestade arrastou-me do mar e eu nunca mais pude voltar a nadar. Então, tive de voltar para casa e voltar a viver normalmente.
João Fialho, nº 12

CARLOS E A SAUDADE
Era uma vez uma família que vivia perto da praia. Nessa família havia um menino chamado Carlos. Carlos vivia com o seu irmão Pedro, pessoa que o Carlos odiava mais. Como Pedro era o mais novo, adorava imitar as brincadeiras do seu irmão. Cada vez que Carlos ia para a praia, lá ia o Pedro atrás. O Carlos chateava-se e dizia á sua mãe, mas a resposta era sempre a mesma:
- Tens de ter paciência. Ele é muito novo ainda! Não tem noção do que faz. Além disso, vocês às vezes brincam um com o outro.
O Carlos ficava sempre amuado.
Um dia, o Carlos e o irmão estavam na praia. O Pedro pediu para ir tomar banho, mas o Carlos, não ligando nenhuma, disse:
- Vai! A mim não me apetece.
Depois de dizer isto, Carlos adormeceu com o mover das ondas…
Quando finalmente acordou, reparou que o Pedro não estava. Entrou em pânico. Por mais que procurasse, não o encontrava.
Passaram muitos dias e muitas noites e o Pedro continuava desaparecido. O Carlos estava cheio de saudades. Estava só, sem ninguém para brincar, só com os pais que passavam o dia inteiro a trabalhar.
Um dia bateram à porta. Era Polícia Marítima que tinha encontrado o Pedro, ainda vivo.
E assim acaba esta história, que mostra que só damos valor ao que temos , quando o perdemos.

João Pedro Cenicante, nº15





SE EU FOSSE AO FUNDO DO MAR…

Se eu tivesse acesso a um suco mágico como o rapazinho teve, era maravilhoso! Ir ao fundo do mar, ver aqueles peixes de todas as cores e feitios, brincar com os golfinhos, ver aquelas conchas e algas fantásticas!
E também adorava conhecer o castelo do rei do Mar, pois deve ter milhões e biliões de tesoiros, pérolas brilhantes tais como o sol. e o tritão dele deve ser feito de pérolas, oiro e algas.
Gostava também de ver os sereios e as sereias a bailar no mar como bailarinos. E claro que também gostava de conhecer a Menina do Mar e os seus três amigos: o polvo, o caranguejo e o peixe. Brincaríamos juntos até de madrugada e seria divertidíssimo viver no mar, saltar, brincar até me apetecer…E não tinha que estudar, nem hora de ir para a cama… seria livre como um peixe!
E e a Menina do Mar mostrar-me-ia o seu lugar mágico que era atrás de uma pedra, lá bem no fundo do mar… e atrás dessa pedra, havia água cor-de-rosa com algas cor-de-rosa-choque. E lá, nós brincaríamos muito, até ficarmos muito cansadas e adormecermos profundamente com o som do mar.

Margarida Paula, nº 17

A MINHA AVENTURA NO MAR

Hoje, o nosso Outono não quer chegar. Ainda bem que ainda é Verão, assim posso ir para a praia! Peguei na toalha e no protector do sol e lá fui eu.
Estava eu a apanhar banhos de sol para os rapazes repararem em mim, e caiu-me um frasco em cima. O que seria? Vinha lá um bilhete a dizer: “Bebe este suco e poderás ir ao fundo do mar sem te afogares.” Bebi-o rapidamente e atirei-me para o mar.
Estava espantada com o que via: peixes de mil cores, golfinhos, anémonas… Até que vi um peixe muito rechonchudo a chorar e perguntei-lhe:
- O que tens?A Raia…rou…bou… o meu tele…mó…vel XPTO – gaguejou ele.
- Não te preocupes. Vem comigo, eu ajudo-te.
- Anda, segue-me, eu mostro-te o caminho.
Passámos por tubarões, baleias e muitas espécies estranhas. Mais tarde, chegámos a uma gruta escura, cheia de polvos. Chegámos ao altar e disse:
- Dá-lhe já o telemóvel, senão…
- Senão o quê? – interrogou ela com uma voz grossa.
De repente, vi peixes presos em jaulas e disse:
- Ponho-te ali! – Ela não me ligou nenhuma.
Sem saber, o meu amigo carregou num botão, as jaulas abriram-se e milhares de peixes saíram de lá.
- Vamos empurrá-la para a jaula – gritei.
Empurrámos, empurrámos e conseguimos!
Passados dias fui a Rainha do Mar. Até valeu a pena a aventura…


Maria Matilde, nº 19






NO FUNDO DO MAR
Se eu tivesse a possibilidade de beber uma bebida assim, a primeira coisa que faria era descer ao fundo do mar e ver os peixes, as plantas e muito mais…
A primeira coisa que procurava era um cardume de peixes às riscas, mas não teria a certeza, talvez uma coisa maior, uma coisa que desse muito nas vistas. Talvez uma raia muito grande ou mesmo um tubarão enorme!
Se calhar eu procurava uma coisa mais pequena, uma coisa que ninguém tivesse descoberto antes: um peixinho muito raro, com cabeça laranja, olhos verdes, língua azul, corpo vermelho às pintinhas amarelas, com uma cabeça maior do que o corpo! Seria um peixe engraçado…
Mas, se eu estivesse demasiado tempo dentro de água e o efeito do filtro acabasse? Poderia morrer afogada! Talvez não possa estar demasiado tempo dentro de água, o que é pena!
Gostava muito de viver dentro de água para brincar com os peixes e procurar coisas. Iria ser divertido!
Matilde Afonso, nº 22

6 comentários:

Lourdes disse...

Olá, PEQUENOS, GRANDES escritores!

Parabéns, pelo modo como nos contam as vossas aventuras.

A leitura é uma óptima forma de viver e recriar histórias.
Boas Férias
Lourdes

rita campos disse...

professora Lígia os textos dos meus colegas tão o máximo.E sabe-se lá pode ser que alguns deles venhao a ter futuro.

rita do 5º c

Lígia disse...

Olá, Rita!

Talvez...talvez tenhas razão...Quem sabe se daqui por uns aninhos não encontro algum destes nomes na montra de uma livraria? Beijinhos e bom Domingo!

Mariana Bento 5º C disse...

Professora Ligia eu acho aqueles quadros girissímos!!!

Anónimo disse...

Olá, Mariana! Quais quadros? Referes-te aos da exposição no C.C.C.? Então tens que pôr o comentário nesse post, nesse texto.Procura os comentários desse post no final do texto( já lá estão 2), clica em cima e escreve o teu comentário, porque aqui, no texto da Menina do Mar, não há quadros...
Beijinhos e até amanhã...

mariana bento 5º c disse...

Sim Professora eu estava-me a referir aos quadros da esposição do C.C.C.!
Achei os quadrod muito interessantes!!!