25 de ABRIL

QUEM A TEM


Não hei-de morrer sem saber

qual a cor da liberdade

Eu não posso senão ser

desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pertença
e sempre a verdade vença
qual será ser livre aqui,
não hei-de morrer sem saber.

Trocaram tudo em maldade,
é quase um crime viver.
Mas, embora escondam tudo
e me queiram cego e mudo,
não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.

Jorge de Sena, Poesia II
Edições 70

3 comentários:

Anónimo disse...

Adoro este poema stora!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Beijinhos e até sexta!
Margarida Sousa

Anónimo disse...

Olá stora!!!!!!!!!!


Sou a Inês outra vez!!!

Não me canso de vir ao seu blog!!!

O poema é muito giro!!!!!


Inês Marques

2008.05.09

Lígia disse...

Olá Inês! É bom "ouvir" isso... Andas á procura de uma lenda da Madeira? Ou de uma lenda dos Açores?

Beijinhos , até segunda.