Concurso «Uma Aventura... Literária 2008»






Mas que rapariga sonhadora!


Numa bela manhã de quarta-feira, mal tinha acabado de sair da aula de Português, recebi um convite inesperado, mas muito agradável! A minha amiga Cláudia convidou-me a mim e a mais cinco colegas, para passarmos um fim-de-semana em casa dos seus avós, em Paris.
Ficámos radiantes com a notícia, principalmente eu, pois é a minha cidade preferida! Mal podia esperar para ver a magnífica Torre Eiffel! Fui para casa a correr falar com a minha mãe.
- Mãe, mãe! - gritei - recebi um convite espectacular! A Cláudia convidou-me a mim e a mais uns colegas para passarmos um fim-de-semana em casa dos avós dela!
- Muito bem… - respondeu a mãe - Até agora tudo corria bem, o pior foi quando a minha mãe perguntou onde viviam os avós da Cláudia:
- Então, onde fica a casa dos avós dela?
- Fica em Paris… – disse eu, pensando que ela ia reagir normalmente. Mas enganei-me… À volta da sua cabeça apareceram milhentos pontos de interrogação, corou e, interrogando-se, exclamou:
- Em Paris??!!! No estrangeiro??!!!
Foi preciso negociar muito com as notas… e, afinal, a Cláudia sempre era a minha melhor amiga e já nos conhecíamos há muito tempo. As nossas mães eram amigas de infância e os nossos pais colegas de trabalho, por isso a confiança era muita.
Depois de longa conversa, o pai e a mãe finalmente concordaram! Mas nem todos tiveram essa sorte. Dos sete que éramos, apenas cinco puderam ir. O Guilherme e a Joana ficaram de fora: o pai da Joana era muito autoritário e as notas do Guilherme não tinham sido as melhores… Paciência! Haveria outras oportunidades. Uma coisa era certa: como esta, seria difícil.
Apesar da ansiedade, o tempo passou depressa e eu, a Cláudia, o Tiago, a Rita e o Gonçalo já só pensávamos em partir para Paris…
Finalmente esse dia chegou! Fiz a mala, despedi-me da família e dos amigos e fui para o aeroporto.
Eu e os meus amigos fizemos o “check-in”, conferiram-nos os passaportes e cartões de embarque e entrámos no avião.
O avião era um sonho! Exteriormente, brilhava ao sol, e interiormente tinha um aspecto muito confortável. Com um corredor ao meio, apresentava filas com três lugares à esquerda e com dois à direita. Eu, a Cláudia e a Rita sentámo-nos na fila da esquerda seguidas do pai, da mãe e do irmão mais velho da Cláudia. O Tiago e o Gonçalo sentaram-se logo a seguir a nós, na fila da direita, facilitando a comunicação entre o grupo.
Levantámos voo e a viagem corria às mil maravilhas.
Estava tão cansada por causa da excitação acumulada nas últimas semanas que acabei por adormecer...Sonhei que estava a admirar a magnífica vista da Torre Eiffel: o rio Sena corria suavemente ao longo da bela cidade, transmitindo uma sensação de tranquilidade e paz, apesar do grande número de barcos de turistas que continuamente por ele navegam. A paisagem era deslumbrante! Os jardins com um ar primaveril encantavam-me profundamente com a sua beleza de mil cores. Os edifícios majestosos e os monumentos imponentes davam vida e encanto à cidade!
Maravilhada com aquela beleza, infelizmente o meu sonho foi interrompido:
- Mariana, Mariana! Rápido, acorda! O avião vai fazer uma aterragem de EMERGÊNCIA!!! - gritava a Cláudia apavorada.
Todo o avião estava em pânico, todos os passageiros gritavam! O avião tremia estrondosamente e eu via a tripulação a “pôr as mãos à cabeça”! Eu, ainda meia ensonada, perguntei-lhe aflita:
- O quê?? O que é que se passa??? Responde-me!
- Agora não dá, calma! Põe-te em posição de emergência!
- Mas o que é que se passa?
- Ficámos sem os dois motores! Agora rápido, põe-te em posição de emergência! Rápido! É a tua vida que está em jogo! Rápido!
Eu estava a tentar despachar-me, mas o avião tremia cada vez mais e era difícil movimentar-me. O pânico e o nervosismo invadiam por completo todo o avião. Eu não sabia o que fazer! E, novamente, o meu sonho foi interrompido de verdade:
- Mariana, Mariana…- ouvi eu muito ao longe. Muito aflita e completamente desorientada agarrei a mão da Cláudia com muita força e perguntei:
- O que aconteceu? Está tudo bem com o avião?
– Sim, está tudo bem!!! Porquê? – questionou ela admirada.
- Oh, graças a Deus foi só um sonho… quer dizer, um pesadelo!
Depois de chegar ao hotel, contei aos meus colegas o meu pesadelo. Eles ouviram-me encantados e cada vez queriam saber mais pormenores. No final da história, a Cláudia acrescentou:
- Mas que rapariga sonhadora!
Foram umas férias maravilhosas!... Paris é a cidade mais bonita que visitei até hoje!
Experimentem viver este sonho!


Autoria de: Mariana Sofia Rodrigues Rebelo
Nº 21 6ºB
Escola Básica dos 2 e 3º ciclos D. João II de Caldas da Rainha

3 comentários:

Anónimo disse...

Olá Mariana.

Muitos parabéns!
Gostei muito da tua história. É sem dúvida uma aventura cheia de imaginação. Gostei muito da forma como descreves a bonita vista que se tem do cimo da torre Eiffel. Quem nunca lá esteve fica certamente cheio de vontade de lá ir.

Muitos beijinhos,

Filipa C.

Anónimo disse...

Obrigada Filipa!Ainda bem que gostaste!
Para mim é um prazer escrever!

Já que ás vezes dás uma espreitadela ao blog, esprimenta dar um pulinho ao dia 5 de Dezembro de 2007...lê os textos e depois diz alguma coisa.

bjs para ti e para todos!

Mariana Rebelo

Anónimo disse...

Adorei a tua historia sem duvida é mesmo uma historia de uma rapariga sonhadora continua assim ainda vais ser escritora com muito sussesso vais ver.......................................................................
bjs,
Margarida