SEMANA CULTURAL D.JOÃO II

De 15 a 19 de Junho decorreu na nossa escola a Semana Cultural D. João II para encerramento das actividades lectivas.




Pintura de azulejos - 5º A










Na sala onde futuramente será instalada a nova Biblioteca, houve exposição de trabalhos realizados pelos alunos ao longo do ano.








Estas caixinhas ficaram giríssimas!



À esquerda , trabalhos de encadernação.








Pelos caminhos da escrita - 5º G








Este é o painel do Concurso Literário do 3º ciclo, com os textos premiados.












Percurso alternativo 7ºE





Atelier de actividades artesanais







Quadros e azulejos












Um trabalho sobre a obra "Sexta-feira ou a vida selvagem", de Michel Tournier

















A criatividade dos mais pequenos...






E um dos trabalhos da turma de Percurso alternativo






No auditório uma turma do 7º ano representou "A carochinha" ...








...para uma assistência muito especial: estes pequeninos!











O elenco!










No espaço exterior decorriam os jogos...




Exposição de fotografias



Feira de frutos e de legumes




E feira de artesanato
E houve mais...muito mais...como por exemplo a demonstração de cães da GNR, que eu não pude fotografar ( não se pode estar em todo o lado ao mesmo tempo, não é verdade? )
Também no dia 19 de Junho, à noite, teve lugar na Escola de Sargentos do Exército o habitual concerto em que participaram alunos dos 5º,6º,7º, 8º e 9ºs anos da escola sede do Agrupamento, promovido pelo grupo de Educação Musical ♫… ♪…♪..♫…
Eu também não pude estar presente dadas as minhas limitações locomotoras e porque não podia calçar os sapatinhos de baile... !!!






Não ficaria nada bem aparecer de chinelos, não acham?








POESIA - LETRA IMPOSTA

LETRA IMPOSTA
A letra p repete-se insistentemente neste poema de Luísa Ducla Soares.
O Nuno e o Rodrigo do 6º D também quiseram experimentar brincar com as palavras e escolheram o Algarve e a letra A para os seus textos.




O Porto com suas pontes
o Porto com suas pedras
seus painéis pintados nas paredes
suas praças de paz
seus produtos
seus passeios
seus pardais.
O Porto com seu povo
Que plantou a palavra Porto
No princípio de Portugal.

Luísa Ducla Soares

O Algarve com suas algas
O Algarve com suas alforrecas
seus azulejos azuis nos apartamentos
suas aldeias acolhedoras
suas amêndoas
suas aves.
O Algarve com o seu aroma
que arranjou alguém alegre
na alma do Algarve.

Nuno Roberto, nº 15


O Algarve e as suas águas
O Algarve e as suas areias
suas altas árvores
seus animais
suas andorinhas
suas actrizes
O Algarve e os seus aviões
no aeroporto.
O Algarve e o seu povo
que ama a cidade do amor.

Rodrigo Lourenço, nº 18


Já o Sebastião e o Miguel Lino preferiram brincar com a nossa cidade e com a letra C

Caldas da Rainha

Caldas da Rainha
Tem cerâmica
Cavacas, casas
E casinhas.
Construções aos montes
Centros Culturais
E Centros Comerciais
E termas, que não começa por C,
Mas têm águas cálidas…

Sebastião Barata, nº 20


C de Caldas da Rainha

Caldas da Rainha, que bela cidade!
Com suas termas se caracteriza a sua vaidade.

Caricaturas são feitas na faiança
Caras conhecidas são desenhadas
Cativam adultos e crianças
Com muitas gargalhadas

Castanho e verde tem o parque
Cores frescas se espalham pela cidade
Como a grandeza de Bordalo Pinheiro na sua Arte

Miguel Lino, nº 14



imagem:http://www.citi.pt/cultura/artes_plasticas/caricatura/bordalo_pinheiro/images/8.jpg

18 de Maio DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS

No dia 18 de Maio foi dia de Provas de Aferição de Língua Portuguesa. Enquanto os alunos prestavam provas sobre as aprendizagens realizadas ao longo do 2º ciclo, esta professora aproveitou para comemorar o DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS, e fazer uma visita à exposição patente no C.C.C. - « De Malangatana a Pedro Cabrita Reis ».
No quadro representado em baixo, certamente reconhecerás a figura de um grande vulto da Literatura Portuguesa, um poeta que "já passou" pelas nossas aulas... Saberás quem é?

Para além dos dois artistas que dão nome à exposição ( Malangatana e Pedro Cabrita Reis), podem também ser vistas e apreciadas obras de outros pintores e escultores como: Eduardo Nery, José Escada, Júlio Pomar, Paula Rego, Eduardo Malta , José Pedro Croft...







Deixo aqui apenas um pequena amostra do que poderás lá apreciar, embora as cores não estejam grande coisa, porque, como sabes, não é possível fotografar as obras de arte com "flash", na maioria dos museus.
Seria engraçado se passasses por lá e escolhesses uma qualquer obra de arte ao teu gosto, para nela te inspirares e escreveres uma pequena história. Aceitas o desafio?



PARA COMPREENDER MELHOR A POESIA

imagem:www.baixaki.com.br/imagens/wpapers/BXK1688_na...

POETA

Conheço muitos poetas
que julgam que a poesia são versos
E que basta andar a rimar
A pôr e a tirar linhas na escrita
Riscar palavras e pôr outras para emendar

Mas o poeta não é isso
não é poetar,
nem fazer versos,
nem cantar loas ao luar

Poeta é SER
é sentir,
mesmo sem linhas e sem palavras,
a Vida dentro de nós a fervilhar

É ter a dor e a alegria,
deixar o coração falar,
experimentar tudo e experimentar nada...

É até saber escutar...

Júlio Roberto,
Pedaços de mim, Edições ITAU


ZIGUEZAGUE

O poema não se escreve em linha recta
faz-se como o Z
em ziguezague.

Do poema fica apenas
o relâmpago do seu raio
Fica um Z.

Manuel Alegre
Letras



imagem:www.universitario.com.br/.../raio.jpg

A Propósito do Ano Internacional da Astronomia





A POESIA E OS ASTROS

A propósito do Ano Internacional da Astronomia e do trabalho desenvolvido pela colega Lourdes da Escola Conde de Oeiras ( blog "ESBOÇO A VÁRIOS TRÁÇOS"),
alguns alunos das turmas 5º C , 6º D e eu própria recolhemos poemas que falam de astros.
Podemos ilustrar poemas com desenhos e podemos ilustrar desenhos com poemas...


FASES DA LUA

A Lua longe, tão fria,
Vejo-a da minha janela
Mas muda tanto de forma!
Grande vaidosa é ela!
Se está redonda, corada,
Fica linda! Nunca é feia!
Sorri para as estrelinhas…
É fase de Lua Cheia
Mas passado pouco tempo
Diminui, fica elegante
Mostra-se de fato novo,
Fase de Quarto Minguante.
Fica a fazer “toilette”
Nem sequer se deixa ver
É fase de Lua Nova
Mas vai de novo aparecer
E lá volta a Lua linda
P’ra que encante toda a gente
Vestida de fato novo
Fase de Quarto Crescente.
E não pára, muda sempre,
Mas é linda, sempre bela,
Passa de fase em fase
Vejo-a da minha janela.
Há muito que tenho um sonho
Que queria realizar
Sentar-me um dia na Lua
E com ela conversar.

Isabel Lamas (recolhido por: Francisca Coutinho , nº 7 – 5º C)

A BORDO DE UM VAIVÉM

A lua já foi mais longe
Saturno e Marte também
qualquer dia é um instante
chega-se lá de rompante
a bordo de um vaivém.

Eu gosto de fazer contas
à velocidade, à distância
e juro que sou assim
desde que dei por mim
no princípio da infância.

Gosto de pôr nos cadernos
foguetes e foguetões
e de inventar as rotas
para as fantásticas frotas
que vão em novas missões.

Por isso sou astronauta
em Cabo Canaveral
ou talvez numa estação
que esteja em construção
algures em Portugal.
E depois mando um postal
a dizer: “Do espaço, com um abraço,
nesta estação orbital.”

José Jorge Letria ( recolhido pela Francisca do 5º C)


SE PERGUNTAREM DAS ARTES

Se perguntarem das artes do mundo?
Das artes do mundo escolho a de ver cometas
despenharem-se
nas grandes massas de água: depois, as brasas, pelos
recantos,
charcos entre elas.
Quero na escuridão revolvida pelas luzes
Ganhar baptismo, ofício.
Queimado nas orlas de fogo das poças.
O meu nome é esse.
E os dias atravessam as noites até aos outros dias, as
Noites
Caem dentro dos dias – e eu estudo
Astros desmoronados, mananciais, o segredo.

Herberto Hélder ( recolhido por: Lígia)


O SOL

O que é o sol?
Uma lâmpada
na noite?
Uma roda de fogo?
Um navio iluminado?

Lâmpada na noite
roda de fogo
navio iluminado?

Teu rosto puro
que amanhece.

Papiano Carlos

(recolhido por: Ricardo V. Araújo, nº 17 – 6ºD)




A poesia gosta de rir
porque o riso a alivia
dos medos e dos fantasmas
que lhe aparecem dia a dia
e também das contas certas
que não rimam com a alegria
e adiam a felicidade
como quem mata a magia.

A poesia tem uma escola
onde gosta de aprender
que trovoadas e ciclones, planetas e clones
são formas de o universo
não se cansar e morrer.





José Jorge Letria
(recolhido por: Rodrigo Lourenço, nº 18 – 6ºD )


SETE
Levantei-me de manhã
A varrer o meu balcão
Encontrei Nossa Senhora
Com sete ramos na mão

Já não há estrelas no céu
Senão sete ao pé da lua
Já não há nem pode haver
Cara mais linda que a tua

Eu tenho sete navios
Todos com sete varandas
Hei-de subir à mais alta
Para ver onde tu andas.


Trindade Coelho
( recolhido por: Miguel Almeida, nº 13 – 6ºD)


Foz do Arelho ou Primeiro Poema do Pescador

Este é apenas um pequeno lugar do mundo
um pequeno lugar onde à noite cintilam luzes
são os barcos que deitam as redes junto à costa
ou talvez os pescadores de robalos com suas lanternas
suas pontas de cigarro e suas amostras fluorescentes
talvez o farol de Peniche com seu código de sinais
ou a estrela cadente que deixa um rastro
e nada mais.

Um pequeno lugar onde Camilo Pessanha voltava sempre
talvez pelo sol e as espadas frias
talvez pela orquestra e os vendavais
ou apenas os restos sobre a praia
«pedrinhas conchas pedacinhos d’osso»
e nada mais.

Um pequeno lugar onde se pode ouvir a música
o vento o mar as conjunções astrais
um pequeno lugar do mundo onde à noite se sabe
que tudo é como as luzes que cintilam
um breve instante
e nada mais.

Manuel Alegre, Foz do Arelho, 8.8.96
( recolhido por Lígia )

ENCONTRO

Marquei encontro
com o sol
esta manhã.
Em vez do sol veio a nuvem
com seus pezinhos de lã.

Pôs-se a chorar à janela
para eu a deixar entrar,
de lágrimas fez um rio
que vai na rua a passar.

Marquei encontro
com o sol esta manhã.
Em vez do sol
veio o vento
e pôs tudo em movimento.

Varreu as folhas do chão,
varreu a nuvem do ar.
Entrou-me pela janela
Um raio de sol a brilhar.

Marquei encontro
com o sol
esta manhã.
Não vou faltar ao encontro.
Até amanhã.

Luísa Ducla Soares, «A gata Tareca e outros poemas levados da breca»


HISTÓRIA DE UMA ESTRELA

De tanto a noite olhar,
E de uma sozinha estrela
Mais que as outras fixar,
Deixou, o menino, de vê-la.

Fez-se pequeno o destino,
Fez-se tão pequeno o mar
Que nos olhos do menino
Caiu uma estrela a brilhar.

Virgílio Alberto Vieira, «A cor das vogais»


QUANTO CUSTA?

Ó senhor crescido,
quanto custa a lua?

Não custa dinheiro,
se quiseres é tua.

Ó senhor crescido,
e o sol é caro?

Não custa dinheiro
este sol tão claro.

Ó senhor crescido,
mas a Terra então?
Meu pai diz que a terra
custa um dinheirão
e eu vi no jornal
que um metro de terra
custa um conto e tal!

Luísa Ducla Soares, «Poemas da mentira e da verdade»

NOITE

Filho,
meu filho,
vem-te deitar.
Já sobre o mar
o sol se deitou.

Mãe,
e a lua
se levantou.
Se tenho mãos
é para mexer,
nunca mais quero
adormecer.

Filho,
meu filho,
vem-te deitar.
Já sobre o mar
o sol se deitou.

Mãe,
e a lua
se levantou.
Se tenho pés
é para correr,
nunca mais quero
adormecer.

Filho,
meu filho,
vem-te deitar.
Já sobre o mar
O sol se deitou.

Mãe,
E a lua
Se levantou.
Se tenho olhos
é para ver,
nunca mais quero
adormecer.

Pôs-se a contar
estrelas no céu;
chegou a vinte,
adormeceu.

Luísa Ducla Soares, «Poemas da mentira e da verdade»

( recolhidos por: António Carriço, nº3 - 5º C)



E uma pequena brincadeira minha...



O ASTRONAUTA LUNÁTICO

Se me disseres que foste à lua
a Neptuno e a Plutão
dir-te-ei que és um tonto,
um lunático, um aldrabão…

Sonhavas ser astronauta
mas que grande toleirão!
Tantas “viagens” fizeste
Que caíste da cama p’ró chão!


Lígia Lima



E se quiseres aprender mais sobre os astros clica nestes links:






Mês de Abril...poemas mil

FOTO: omeumar.nireblog.com/.../files/liberdade.jpg
LIBERDADE

Ser livre é querer ir e ter um rumo
e ir sem medo,
mesmo que sejam vãos os passos.
É pensar e logo
transformar o fumo
do pensamento em braços.
É não ter não ter pão nem vinho,
só ter portas fechadas e pessoas hostis
e arrancar teimosamente do caminho
sonhos de sol
com fúrias de raiz.
É estar atado, amordaçado, em sangue, exausto
e, mesmo assim,
só de pensar gritar
gritar
e só de pensar ir
ir e chegar ao fim.

Armindo Rodrigues (Lisboa, 1904- 1993)



NÃO POSSO ADIAR O CORAÇÃO

Não posso adiar o amor
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração

António Ramos Rosa ( Faro, 1924 )




22 DE ABRIL - DIA MUNDIAL DO PLANETA TERRA


10 IDEIAS SIMPLES AO TEU ALCANCE
1. Desliga as luzes não necessárias;
2. Usa lâmpadas de baixo consumo;
3. Não abras constantemente os aparelhos de refrigeração;
4. Separa o lixo: papel, plástico, vidro, orgânico;
5. Entrega velhas radiografias tuas ou de familiares na farmácia;
6. Aproveita alguma embalagens ( por ex. de gelados) para
guardar alimentos no frigorífico;
7. Sempre que possível, imprime as folhas de papel dos
dois lados;
8. Toma um duche em vez de um banho de imersão;
9. Desliga a torneira enquanto escovas os dentes;
10. Antes de pedires qualquer coisa aos teus pais/ família, pensa se realmente te faz falta. Quanto mais consumimos, mais desperdiçamos...
Se quiseres, acrescenta tu próprio(a) outras ideias simples de concretizar. Com certeza te lembras de algumas. O PLANETA AGRADECE!