LENGALENGA





Já foi há algum tempo que demos as lengalengas e escutámos em gravação áudio o grupo "Gaiteiros de Lisboa" interpretando «Tenho uma roca de pau de figueira», que poderão sempre ouvir de novo abrindo o arquivo de Outubro de 2007.

Relembro a letra da lengalenga:


Tenho uma roca de pau de figueira
Diz minha mãe que não sou fiandeira
Diz meu pai
Casar, casar
Diz a minha mãe que não tem que me dar
Diz meu pai
Que me dá uma cabra
Diz a minha mãe que a danada que é brava
Diz meu pai
Nós a amansaremos

Tenho um tear de madeira de pinho
Diz a minha mãe não é estopa nem linho
Diz meu pai
Casar, casar
Diz a minha mãe que não tenho enxoval
Diz meu pai que me dá uma leira
Diz a minha mãe que não sou lavradeira
Diz meu pai
Nós a amanharemos

Tenho dois fios de ferro coado
Diz a minha mãe não os dês de fiado
Diz meu pai
Casar, casar
Diz a minha mãe que não tenho lençóis
Diz meu pai que mos compra depois
Diz a minha mãe que depois já é tarde
Diz meu pai
Nós o esconderemos

Toca gaiteiro que nós dançaremos

Gaiteiros de Lisboa, Invasões Bárbaras


O manual propõe que os alunos inventem outras estrofes onde incluam novas personagens, por exemplo o avô ou o irmão. E foi o que a Maria Margarida e o Gonçalo Felizardo fizeram...

Diz meu avô que nos animemos
Diz meu irmão
Dançar, Dançar,
Diz minha mãe que viola não tenho
Diz meu pai
Azar, Azar.
Diz meu avô que viola trará
Diz minha mãe que nada a alegrará
Diz meu irmão que a paródia seguirá
Diz meu pai que a festa fará
Toca gaiteiro que nós dançaremos.

Gonçalo Felizardo

Tenho um cântaro de barro para ir à fonte
Diz a madrinha que sou preciosa e valente
Diz o padrinho
Casar, casar
Diz a madrinha que não há boda sem água
Diz o padrinho que depois haverá
Diz a madrinha que depois já não dá
Diz o padrinho nós a abençoaremos
Toca gaiteiro que nós dançaremos.

Maria Margarida Graça


Certamente terás reconhecido o maravilhoso som da gaita-de-fole ( como lhe chamam os mais antigos), "gaita mirandesa" ou "gaita transmontana", um instrumento tradicional, de construção artesanal, muitas vezes construído pelos próprios gaiteiros. O fole não é mais do que um saco feito da pele de um animal, o cabrito por ex.


A gaita-de-fole ( ou gaita-de-foles) é um instrumento de ar que toca de forma contínua e mecânica, isto é, o músico não tem de parar para respirar.

Gil do cubo - gaiteiro transmontano de S.Julião ( foto Anne Caufriez, 1998)

Se um dia fores passear para a região de Miranda do Douro ( Trás-os Montes ) certamente terás oportunidade de ouvir ao vivo alguns velhos gaiteiros... Também poderás pedir ao teu professor de música que te fale mais deste instrumento e que te faça escutar o seu som. Hoje em dia há vários grupos musicais que aspostam, firmemente, na recuperação desta velha tradição. Os Gaiteiros de Lisboa, que tu ouviste na aula, é apenas um deles...

ILUSTRAÇÃO DE TRAVA-LÍNGUAS



A Francisca e a Margarida Paula aderiram às duas propostas feitas no post anterior e ilustraram oa trava-línguas criados pela Matilde Afonso ( o da esquerda) e do João Pedro e Maia Margarida ( o da direita).
Ah! Também foram à procura do significado de cacofonia- n.f. som desagradável resultante do encontro do final de uma palavra com o começo da seguinte.
Se decompusermos esta palavra nos seus elementos de formação, encontramos o seguinte:
do gr. kakós, «mau» + phonè, «som»+ sufixo ia.
E cacografar, sabes o que é? Pois é... se puxares pela cabeça, rapidamente chegarás à conclusão de que cacografar é algo que queremos a todo o custo evitar- escrever com erros ortográficos. E tenho a certeza de que não queres ser um cacógrafo, pois não??? Então vamos começar a dar "caça" aos erros, que nem gato à caça de ratos... E acho que a Francisca vai "caçar" um no texto que copiou... ; )))

PATRIMÓNIO ORAL II - Trava-línguas

Os contos, as lendas os provérbios passam de geração em geração porque as pessoas os vão contando, e muitos têm sido contados em livros. Esta herança da nossa língua e da nossa cultura chama-se património oral.

Depois de termos lido alguns contos tradicionais ( e de termos hoje feito um teste sobre este assunto…) o 6º C anda agora a trabalhar as lengalengas e trava-línguas.

Os TRAVA-LÍNGUAS e/ou DESTRAVA-LÍNGUAS são textos em que se reúnem palavras com sons muito parecidos, tornando-se por isso difíceis de dizer. Estes textos travam a língua, mas também a destravam a quem os consegue dizer sem se enganar. Assim se treina a articulação dos sons.

Os TRAVA-LÍNGUAS baseiam-se em cacofonias ou em aliterações
( repetição muito próxima da mesma consoante), ou em ambas as coisas.

Aqui estão alguns trava-línguas conhecidos para praticares a tua articulação:

Porque palras pardal pardo
Palro sempre e palrarei
Porque sou um pardal pardo
E palrador d’el-rei.

Saiu o semeador a semear a sua semente

Um tigre dois tigres três tigres

Também a turma 6º C fez algumas experiências…


A Rita ri
porque o rato corre
atrás da ratazana
que irritou o rato
por este roer
a ração do gato.

Matilde Afonso

Padre Paulo Pedro Pinto Pintão
Primo de Paula Paça Pazinho
Comeu à pala com o patrão
No Porto Portinho
Padre Paulo Pedro Pinto Pintão
Tropeçou numa pinha
E caiu no rio Minho

J. Pedro e Mª Margarida

Bernardo Bernardino,
o bebé bem bonitinho,
que tem pais babados
faz uma birra
pois quer beber o leite
do seu biberãozinho.
Chega a Bárbara Bigonsa,
a mãe do bebé,
e dá-lhe o biberão
com leite bem quentinho.

Mariya Marshenko

O Tio da Tamara tirou a tampa
Que tapava a toca da tartaruga
Que tinha uma tiara de tronco de teca
Que tinha tirado à sua tia
Há trinta e três anos atrás…

Ana Beatriz e Carolina Carvalho

O filho do Francisco
Fez uma fonte muito feia
Fora de França
E foi à Finlândia cantar o fado
Mas foi um falhanço
Muito falado em Faro!
O filho do Francisco
Ficou famoso
Mesmo sendo um fracasso.

Miguel Castro

O Tomás trepou o telhado
Da jaula do tigre tarado
O tigre zangado mordeu o Tiago
Amigo do Tomás trapalhão
Que fugiu atrapalhado
Com o Tiago enervado
A rojar pelo chão

Mariana Marques e Pedro João


Proposta1: Procura num dicionário a definição de cacofonia e regista-a num comentário.
Proposta 2: Copia um destes trava-línguas para o teu caderno diário e ilustra-o com imagens a teu gosto, desenhadas por ti, pesquisadas na net ou recortadas de revistas, por exemplo.
Obrigada pela tua colaboração! : )

Património Oral I - Conto tradicional





O património oral é o tema que atravessa as primeiras leituras do 6º ano. Contos tradicionais, lengalengas, trava-línguas, fábulas... são alguns exemplos de textos que lemos e exploramos nesta primeira unidade.



Nas aulas lemos "A Noiva Formosa" e "O Caldo de Pedra", de Teófilo Braga e "As Fadas", de Charles Perrault.






Depois de estudarmos os códigos da Banda Desenhada, trnsformámos a narrativa "O Caldo de Pedra" em B.D.






À direita, um trabalho sobre a B.D. feito pela Margarida Paula e a página de Banda Desenhada-uma prancha- feita pela Mariya Marshenko.















Se quiseres ler mais histórias (estórias) tradicionais de autores portugueses ou estrangeiros clica aqui:
http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/infantil/contos.htm




Diverte-te! :-))

SEMANA CULTURAL D.JOÃO II

De 15 a 19 de Junho decorreu na nossa escola a Semana Cultural D. João II para encerramento das actividades lectivas.




Pintura de azulejos - 5º A










Na sala onde futuramente será instalada a nova Biblioteca, houve exposição de trabalhos realizados pelos alunos ao longo do ano.








Estas caixinhas ficaram giríssimas!



À esquerda , trabalhos de encadernação.








Pelos caminhos da escrita - 5º G








Este é o painel do Concurso Literário do 3º ciclo, com os textos premiados.












Percurso alternativo 7ºE





Atelier de actividades artesanais







Quadros e azulejos












Um trabalho sobre a obra "Sexta-feira ou a vida selvagem", de Michel Tournier

















A criatividade dos mais pequenos...






E um dos trabalhos da turma de Percurso alternativo






No auditório uma turma do 7º ano representou "A carochinha" ...








...para uma assistência muito especial: estes pequeninos!











O elenco!










No espaço exterior decorriam os jogos...




Exposição de fotografias



Feira de frutos e de legumes




E feira de artesanato
E houve mais...muito mais...como por exemplo a demonstração de cães da GNR, que eu não pude fotografar ( não se pode estar em todo o lado ao mesmo tempo, não é verdade? )
Também no dia 19 de Junho, à noite, teve lugar na Escola de Sargentos do Exército o habitual concerto em que participaram alunos dos 5º,6º,7º, 8º e 9ºs anos da escola sede do Agrupamento, promovido pelo grupo de Educação Musical ♫… ♪…♪..♫…
Eu também não pude estar presente dadas as minhas limitações locomotoras e porque não podia calçar os sapatinhos de baile... !!!






Não ficaria nada bem aparecer de chinelos, não acham?








POESIA - LETRA IMPOSTA

LETRA IMPOSTA
A letra p repete-se insistentemente neste poema de Luísa Ducla Soares.
O Nuno e o Rodrigo do 6º D também quiseram experimentar brincar com as palavras e escolheram o Algarve e a letra A para os seus textos.




O Porto com suas pontes
o Porto com suas pedras
seus painéis pintados nas paredes
suas praças de paz
seus produtos
seus passeios
seus pardais.
O Porto com seu povo
Que plantou a palavra Porto
No princípio de Portugal.

Luísa Ducla Soares

O Algarve com suas algas
O Algarve com suas alforrecas
seus azulejos azuis nos apartamentos
suas aldeias acolhedoras
suas amêndoas
suas aves.
O Algarve com o seu aroma
que arranjou alguém alegre
na alma do Algarve.

Nuno Roberto, nº 15


O Algarve e as suas águas
O Algarve e as suas areias
suas altas árvores
seus animais
suas andorinhas
suas actrizes
O Algarve e os seus aviões
no aeroporto.
O Algarve e o seu povo
que ama a cidade do amor.

Rodrigo Lourenço, nº 18


Já o Sebastião e o Miguel Lino preferiram brincar com a nossa cidade e com a letra C

Caldas da Rainha

Caldas da Rainha
Tem cerâmica
Cavacas, casas
E casinhas.
Construções aos montes
Centros Culturais
E Centros Comerciais
E termas, que não começa por C,
Mas têm águas cálidas…

Sebastião Barata, nº 20


C de Caldas da Rainha

Caldas da Rainha, que bela cidade!
Com suas termas se caracteriza a sua vaidade.

Caricaturas são feitas na faiança
Caras conhecidas são desenhadas
Cativam adultos e crianças
Com muitas gargalhadas

Castanho e verde tem o parque
Cores frescas se espalham pela cidade
Como a grandeza de Bordalo Pinheiro na sua Arte

Miguel Lino, nº 14



imagem:http://www.citi.pt/cultura/artes_plasticas/caricatura/bordalo_pinheiro/images/8.jpg

18 de Maio DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS

No dia 18 de Maio foi dia de Provas de Aferição de Língua Portuguesa. Enquanto os alunos prestavam provas sobre as aprendizagens realizadas ao longo do 2º ciclo, esta professora aproveitou para comemorar o DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS, e fazer uma visita à exposição patente no C.C.C. - « De Malangatana a Pedro Cabrita Reis ».
No quadro representado em baixo, certamente reconhecerás a figura de um grande vulto da Literatura Portuguesa, um poeta que "já passou" pelas nossas aulas... Saberás quem é?

Para além dos dois artistas que dão nome à exposição ( Malangatana e Pedro Cabrita Reis), podem também ser vistas e apreciadas obras de outros pintores e escultores como: Eduardo Nery, José Escada, Júlio Pomar, Paula Rego, Eduardo Malta , José Pedro Croft...







Deixo aqui apenas um pequena amostra do que poderás lá apreciar, embora as cores não estejam grande coisa, porque, como sabes, não é possível fotografar as obras de arte com "flash", na maioria dos museus.
Seria engraçado se passasses por lá e escolhesses uma qualquer obra de arte ao teu gosto, para nela te inspirares e escreveres uma pequena história. Aceitas o desafio?