FELIZ NATAL 2010!

E UM 2011 COM UNIÃO ENTRE OS POVOS DO MUNDO, SOCIEDADES MAIS JUSTAS e MAIS FRATERNAS e UM VERDADEIRO ESFORÇO DE PAZ NA TERRA!


MATILDE ROSA ARAÚJO


                                             MISE
Eu fui ao cabeleireiro
E pedi:
 - Faça-me uma mise por favor.
E o cabeleireiro respondeu:
- Com certeza, Mademoiselle!
Passadas duas horas,
 Muita água quente, shampoo frio, tesouras, pentes, ganchos e calor
O cabeleireiro, ao fim, deu-me um espelhinho oval
Para as mãos
E disse:
- Tenha a bondade de olhar, Mademoiselle.
E eu tive a bondade; olhei o espelhinho oval
E mais o grande que já tinha em frente.
E falei para o espelhinho oval:
- Boa tarde, Senhora Dona.
Donde é que eu a conheço?
E o cabeleireiro, então, pôs muito fixador
                        Pf...Pf...Pf...Pf...Pf...
e eu cresci muito naquele dia.

Matilde Rosa Araújo, in Palavras de Cristal  

Deixou-nos hoje esta figura encantadora. Deixa-nos a sua obra literária dedicada às crianças e jovens e tão apreciada pelos mesmos. As suas crianças e os seus jovens, e apenas isso.
Deixo-vos um dos seus divertidos poemas "Mise" e um outro " Que o silêncio", em jeito de chamada de atenção para as nossas florestas que , nestes dias  de muito calor, estão mais expostas aos descuidos da mão humana...

                                                                    
QUE O SILÊNCIO

Que o silêncio
Verde
Da floresta
Não saiba nunca
O silêncio
Negro
Das cinzas

Matilde Rosa Araújo, in As Fadas Verdes



Se quiseres ler outros textos de Matilde Rosa Araújo, clica aqui:

 http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/Matilde_Rosa_Araujo.htm#Txt_online

SEMANA CULTURAL D. JOÃO II


De 7 a 9 de Junho decorreu a Semana Cultural D. JoãoII com várias actividades.
Não podendo estar em todo o lado esta é uma pequena amostra fotográfica do que se passou na escola.



AS CIDADES DO FUTURO   
(Geografia)





 CENTENÁRIO DA REPÚBLICA
(História)







Visionamento de Filmes Educação Ambiental
( Ciências)

  
Exposição de trabalhos na Biblioteca

Ano Internacional da Biodiversidade

Entrega de prémios de concursos - Auditório




«À Descoberta do Nosso Patrono», um trabalho de professores e alunos de HGP- 2º ciclo. À entrada do auditório, nada mais nada menos que El-rei D. João II  para nos receber...         
         

Ano Internacional da BiodiversidadeAno Internacional da Biodiversidade
"(...)Abri a janela, na escassa claridade que se aproximava procurei, em vão, a delícia sem mácula que me despertara. Mas de repente, uma, duas, três vezes, ouviram-se uns trinadinhos molhados, a indicar-me um sopro de penas que mal se distinguia da folhagem. Então, invocando antiquíssimas metáforas do canto,peguei no livro venerando que tinha à mão e, de estrofe em estrofe, fui abrindo as represas às águas do ser, como quem se prepara par voar." ( excerto de «Walt Whitman e os Pássaros», de Eugénio de Andrade.
 
OS LIVROS DO 5º E ( EVT )

JOSÉ SARAMAGO

Morreu hoje José Saramago, prémio Nobel da Literatura Portuguesa.

Dificílimo acto é o de escrever, responsabilidade das maiores.(…) Basta pensar no extenuante trabalho que será dispor por ordem temporal os acontecimentos, primeiro este, depois aquele, ou, se tal mais convém às necessidades do efeito, o sucesso de hoje posto antes do episódio de ontem, e outras não menos arriscadas acrobacias(…)

José Saramago, A Jangada de Pedra, 1986



«...Senhora mãe e rainha minha, aqui estou eu indo para Espanha, donde não voltarei, e em Mafra sei que se constrói um convento por causa de voto em fui parte, e nunca ninguém de cá me levou a vê-lo, há nisto muita coisa que não sei entender, Minha filha e futura rainha, não retires ao tempo que deve ser de oração o tempo de vãos pensamentos, tais são esses, a real vontade de teu pai e senhor nosso quis que se levantasse o convento, a mesma real vontade quer que vás para Espanha e o convento não vejas, só a vontade de el-rei prevalece, o resto é nada, Então é nada esta infanta que eu sou, nada os homens que vão além, nada este coche que nos leva, nada aqule oficial que ali vai à chuva e olha para mim, nada, Assim é minha filha, melhor verás que o mundo é como uma grande sombra que vai passando para dentro do nosso coração, por isso o mundo se torna vazio e o coração não resiste, Oh minha mãe, que é nascer, Nascer é morrer, Maria Bárbara.»

José Saramago, «Memorial do Convento», 1982

NO SILÊNCIO DOS OLHOS

Em que língua se diz, em que nação,
Em que  outra humanidade se aprendeu
A palavra que ordene a confusão
Que neste remoinho se teceu?
Que murmúrio de ventos, que dourados
Cantos de ave pousada em altos ramos
Dirão em som, as coisas que, calados,
No silêncio dos olhos confessamos?

José Saramago, «Os Poemas Possíveis», 1999

UMA AVENTURA... LITERÁRIA 2010




PARABÉNS MATILDE!


A Matilde Afonso, do 6º C, está de parabéns! O trabalho dela na categoria de texto livre foi distinguido com uma menção honrosa.
 Já tinha chegado um primeiro envelope com os Diplomas de Participação e ontem...surpresas das surpresas, o carteiro brindou-nos com mais uma carta grande,  proveniente da Editora Caminho. Lá dentro, vinha a boa notícia e um prémio: um livro das nossas conhecidas autoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Ficámos todos muito contentes pela Matilde  e  com vontade de voltar a participar. Para o ano que vem há mais... Até lá, toca a aproveitar as férias para ler bons livros!

http://jardimdasletrasabc.blogspot.com/2010/03/uma-aventura-literaria-2010-ii.html


ANO INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE IV

O desenho do Diogo A. Marques, nº 7



RECRIAÇÕES DO 5º E

Há exactamente um mês, os alunos do 5º e do 6º ano foram ao teatro ver uma peça sobre uma ave já extinta - o nosso conhecido Dodô das ilhas Maurícias!

A partir da peça de teatro, os alunos desenvolveram vários trabalhos, optando uns por fazerem pesquisas sobre o pássaro em questão, outros por fazerem desenhos, outros ainda por recriarem novos textos, pequenas aventuras com os protagonistas da peça que viram.



São estes últimos, pelo seu carácter de originalidade, que divulgo desta vez, acompanhados também de alguns desenhos de alunos e de imagens retiradas net.

O desenho da Jéssica, nº13



DODÔ E MIGUEL NA LOJA DE RECORDAÇÕES DO AEROPORTO.

O Miguel entrou na loja de recordações do aeroporto e encontrou um dodô.
-Olá, tu és um dodô, certo?
-Como sabes que sou um dodô?
-Porque tenho um lápis que o meu tio me deu, com um boneco mesmo parecido contigo.
-Deixa-me vê-lo, por favor!
-Deixa-me procurá-lo… Encontrei!
-Tens razão, é mesmo parecido comigo. O teu tio explicou-te o que era um dodô?
-Sim, disse-me que era uma ave que não voava, tinha um metro de altura, vivia nas ilhas Maurícias e alimentava-se de sementes, frutas e peixes.
-Muito bem, gostas mesmo dos dodôs!
-E tu, és verdadeiro ou és só um brinquedo?
-É claro que sou um brinquedo! Não vês que tenho aqui nas costas a dizer “Made in China”?
-Hum! Sim, é verdade. Podes ensinar-me mais alguma coisa sobre os verdadeiros dodôs?
-Posso. Os verdadeiros dodôs eram aves inofensivas e não voavam, por isso eram abatidos pelos marinheiros, para serem comidos. Com o passar dos anos a espécie dos dodôs ficou extinta. Isso aconteceu há dois séculos.
-Que pena, gostava de os ter conhecido! Obrigado por esta informação. Adeus, até qualquer dia.
-Adeus, e protege as aves!
-Sim, podes ficar descansado. Eu vou proteger as aves e todos os outros animais.
-Muito obrigado. Até à próxima.

Matheus Martins, nº 23

O desenho do João Medalha, nº 14
O CONCURSO                         

Certo dia, um rapaz foi passar férias às Ilhas Maurícias e numa tarde ouviu um anúncio de rádio que dizia: “ Quem encontrar um Dodô, ganha 1000€ em dinheiro!!!”
No dia seguinte, o rapaz saiu de casa e foi à procura do Dodô.
Passado algum tempo, viu um pássaro e exclamou precipitado:
- Eu… Eu encontrei um Dodô!!! Eu encontrei um Dodô!!!!
Uma hora mais tarde, o rapaz ligou para a Rádio:
- Bom dia. Eu estou a participar no Concurso «Encontrar um Dodô», e na verdade eu acabei de encontrar um Dodô. Eu encontrei um Dodô!!!
O senhor da rádio, muito espantado, perguntou:
- Mas tem a certeza de que é um Dodô?
- Sim, é um Dodô – respondeu o rapaz – e vou prová-lo.
De repente, o rapaz começa a falar com o Dodô e ouvia-se do outro lado da rádio:
“ Sou um Dodô e este rapaz encontrou-me.”
O locutor da rádio ficou muito admirado, mas também muito feliz por terem encontrado um animal tão raro. E o pássaro, do outro lado, continuava: “ Como sementes de Calvária que nascem numa árvore daqui das Ilhas Maurícias, uma árvore tropical.”
Depois de falarem durante quase uma hora em directo para a Rádio, o locutor convidou o rapaz a receber o seu merecido prémio. Mas há quem diga por aí que o dinheiro não foi a parte mais importante desta história, mas sim a amizade que nasceu entre eles.

João Medalha, nº14- 5ºE

À PROCURA DE DODÔS     

Depois de muito caminhar à procura do dodô, Miguel, que já estava muito cansado, decide passar a noite num recanto abrigado de um bosque. A meio da noite acorda sobressaltado com um barulho estranho:
- Está aí alguém? - pergunta o rapaz, apontando a sua lanterna para um lado e para o outro.
- Sim, mas tem calma, sou só eu! – responde a criatura.
- “Eu” quem?
- O Dodô que tu procuras!
Miguel ficou surpreendido por finalmente ter visto um dodô ao vivo e a cores.
- Mas tu não estavas extinto? – pergunta ele.
- Completamente, não! Tenho vivido escondido e, como tu, acredito que existem mais dodôs da minha espécie, e ando à procura deles.
- Mas como é que sabes que não és o único?
- Sabes que eu não posso voar – explicou o dodô – mas, por vezes, encontro pássaros que vêm de terras longínquas e eles dizem-me que viram pássaros, não muitos, iguais a mim.
- E porque não os procuras? – pergunta Miguel
- Porque tenho medo de ser apanhado.
Com estas palavras, Miguel teve uma ideia:
- Olha lá, Dodô, eu estou à procura de mais dodôs e tu também. Então, porque é que não o fazemos juntos? Eu protejo-te e juntos conseguiremos encontrar mais dodôs e manter a tua espécie!
- Concordo! Que bela ideia!                                            O desenho da Laura
E partiram os dois em busca de mais dodôs…

Laura Neto, nº17

DODÔ E MIGUEL


Andava Miguel nos seus sonhos à procura de um dodô, mas nada…só um primo seu! Então Miguel lembrou-se:
- Espera aí, eu estou na Ilha da Reunião! Estúpido! Porque é que ainda não apanhei o avião para as ilhas Maurícias?                 
Miguel foi a correr para o aeroporto. Eram 12h05m e viu que os voos das 12h10m às 16h40m tinham sido cancelados, mas às 17h15m ia haver um voo. Foi logo comprar o bilhete.
Ia tudo tranquilo no avião, até os controlos se avariarem, mas felizmente lá conseguiram aterrar…
Quando chegou, Miguel não acompanhou os outros turistas, e foi à procura do Dodô. Conseguiu encontrá-lo passadas duas horas Esse Dodô estava a tentar voar e, ao ver Miguel, fugiu, mas não foi muito difícil apanhá-lo porque o Dodô era muito desajeitado.
Quando Miguel o agarrou, começou a fazer-lhe festas, e o Dodô ficou mais seguro. Então, o Miguel perguntou-lhe:
- Como é que ainda aqui estás?
- Não sei- disse o Dodô. – A minha espécie já se foi há dois séculos. Só queria encontrar outro da minha espécie – disse o Dodô.
- Pois! Isso vai ser impossível! – exclamou o Miguel
- Não, não vai! Se tu me encontraste aqui, há-de haver outro dodô e eu vou à procura dele nem que seja do outro lado do mundo! – afirmou o Dodô.
- Pois! Mas eu fiz milhares de quilómetros para chegar aqui e nem sinal de uma pena – disse o Miguel.
- Espera aí! – exclamou de repente o Dodô – Tu vieste de avião?
- Sim – respondeu Miguel.
- E vinha mais alguém contigo? – perguntou o Dodô.
- Vinha.
- Então, vamos fugir! – gritou o Dodô.
E começaram a fugir, até que ficaram encurralados entre o mar e os turistas. O Dodô exclamou:
- Agora é que se vai de vez o dodô!
E o Miguel deu-lhe um grande abraço para que ninguém lhe pudesse fazer mal.
As pessoas, vendo isto, disseram em coro, comovidas:
- Ohh!
E do nada apareceram mil e uma espécie de dodôs, e o Dodô disse para o amigo Miguel:
- Obrigado e adeus!
E foi-se embora com os da sua espécie.


Duarte Vicente, nº 9

DODÔ E O MENINO                    


Narrador - Dodô vivia numa nuvem, até que um dia, entre neve e a trovoada, Dodô desceu numa gota de granizo, caindo num jardim onde brincava um menino que se assustou.


Menino- Quem és tu? Que fazes aqui?
Dodô (aproximando-se) – Olá, sou o Dodô e caí de uma nuvem.
Menino (dando uma gargalhada) – Mas nas nuvens não vive ninguém!
Dodô – Não acreditas? Não vês que acabei de cair de lá agora mesmo?
Menino- Bom, já que aqui estás e a chuva já parou, vem daí, vamo-nos conhecer melhor.
Dodô – Que bonito é o sítio onde vives! Tanta cor!
Menino – Mas porquê? Onde vives não é assim?
Dodô – Não. Onde vivo, às vezes, há muita luz, outras vezes é escuro e triste.
Menino – Então aproveita enquanto aqui estás e vamos brincar.
Dodô- Brincar? O que é isso? É alguma coisa que se coma?
Menino (rindo) – Não! Brincar é o que faço nos meus tempos livres.
Dodô – Mas eu sou sempre livre e ando de nuvem em nuvem à procura de alimento. E quando está muito frio, durmo durante muito tempo…
Menino – É só isso que fazes no teu dia? Isso deve ser bom! Eu adorava conhecer esse lugar, deve ser fantástico!
Dodô – Eu gosto muito de aqui estar, mas se quiseres lá ir, posso levar-te.
Menino – A sério? Então vamos!...


( Saem de cena correndo para trás dos bancos do jardim, enquanto o narrador diz:)






Narrador- E partiram os dois numa viagem de sonho…

Iara Oliveira, nº 12

                                                                                     O desenho da Diana, nº 6
O SONHO DO MENINO


Era uma vez um menino que teve um sonho onde encontrava um pássaro já extinto, o Dodô. Era um dia de sol e ele ia brincar para o parque . Já no caminho, cruza-se com ele, o Dodô, a quem perguntou logo, sem pensar, se ele queria também ir brincar para o parque.
No parque, vão primeiro até ao escorrega e depois para o baloiço. Aqui, o menino  
pede ao Dodô:      
- Ensinas-me a voar?
- Mas eu não sei voar – diz o Dodô.
- Mas se tu és pássaro, tens que saber voar – diz o menino.
- Mas eu não sei voar porque as minhas asas são muito pequenas – explica o Dodô.
- Ai, tanto que gostava de voar até ao fim do mundo, sentir o vento bater na cara e pensar que sou livre e que ninguém me apanha… – suspira o menino.
- Tenho pena de ser pássaro e de não saber voar, também gostava de me juntar aos meus colegas e voar com eles para todos os lados – lamenta o Dodô.
Enquanto o Dodô se queixa, o menino tem uma ideia:
- E se construíssemos um parapente para os dois, onde pudéssemos voar?
- Que grande ideia, meu amigo! – exclamou o Dodô.
E assim foi. O menino foi buscar os materiais que eram precisos e foram depois para a oficina de um vizinho. Cada um deu a sua ideia para a construção, e mãos à obra.
Ao fim de algumas horas, o parapente estava pronto para o teste.
- Vamos subir ao cimo da serra, seguramos no parapente e deixamos que o vento faça o resto – diz o menino.
Já no parapente, o Dodô diz para o menino:
- Que grande ideia que tu tiveste! Nunca me senti tão bem e tão livre como agora!
- É verdade. Nunca me senti tão bem com hoje, também. Podemos ir até ao fim do mundo e voltar – responde o menino.
- Fizeram uma grande viagem até se pôr noite. Quando regressaram à oficina, tiveram os dois pena de ter acabado, mas prometeram que não se esqueceriam desta grande aventura, da grande amizade que fizeram e prometeram encontrar-se em breve.


Diogo Luís Marques, nº 8


A EMENTA                   


Num quente dia de Verão, o Dodô parte num voo em direcção às Ilhas Maurícias. Durante a viagem pergunta à hospedeira:
- O que é que há para comer?
- Temos várias sopas à escolha, peixe, carne, legumes, fruta…temos praticamente de tudo para comer – responde a hospedeira.
- Então dê-me umas sementes de calvária – pediu o Dodô.
- Disso não temos.
- E erva fresca?
- Também não temos.
- Ma a senhora disse que tinham praticamente de tudo para comer- afirma o Dodô, já farto.
- Pois sim, temos de tudo, mas é do que os humanos comem – emenda a hospedeira. – Se quiser comer, escolha outra coisa.
- Está bem. Então quero uma tigela cheia de milho.
- A hospedeira vai buscar o pedido do Dodô e, quando ele já está a comer, diz-lhe:
- Olhe, vou dar-lhe um conselho: Quando for comer a algum sítio, vá a restaurantes que não tenham pessoas, pois só lhe irão dar milho. Procure outros sítios e seja mais paciente…
Quando o avião pára, o Dodô despede-se da hospedeira e vai-
-se embora.


O desenho da Sónia
Sónia da Silva Lucas, nº 27             


NO AEROPORTO


Miguel passou pela loja do aeroporto e viu um dodô. Entrou e perguntou:
- Isso é um dodô verdadeiro?
- Sim, é… - disse a vendedora, que foi interrompida pelo Dodô.
- Claro que sou, até sei cantar, queres ver? – perguntou o Dodô.
- Sim, sim, quero!!! – respondeu o Miguel, cheio de entuasiasmo.
E o Dodô começou a cantar:
- ♫…♪…♫…♫…Eu sou um Dodô…
O desenho do Diogo, nº7
O último dodô que ainda existe…♫…♪                
Eu sou um dodô…♫
O único no mundo…♪…♫
Eu sou um dodô… o mais divertido…!!.♫



Depois desta cantoria , o Miguel disse:
- Fixe! Muito bom! Maravilha! Ensinas-me? Posso comprar-te?
- Vou ensinar-te, mas vou pensar se me podes comprar – disse o dodô.
- Depois de muitas repetições e de muitas gargalhadas, o Miguel ainda não sabia a música na ponta do bico, ou melhor, na ponta da língua…
- Faltam dois minutos para fecharmos, caros clientes – interrompeu a vendedora.
- Divertido é a palavra que falta! – insistiu o Dodô.
Estavam tão entusiasmados e a vendedora tão apressada que, quando deram por eles, estavam fechados na loja!
- Acho que vai ser uma noite bastante longa!! – declarou o Dodô.
- Pois, podemos cantar, jogar, ou ainda, dormir – disse o Miguel já muito cansado.
Responde o Dodô:
- Vou cantar-te uma canção para adormeceres. Deita-te e fecha os olhos.
- OK! – disse o Miguel, com os olhos pesados.
E o Dodô cantou para o Miguel adormecer:
- ♫…Dorme, dorme, Miguelinho, dorme, dorme, meu fofinho…♫…♪



Beatriz Querido, nº 5                                 

A FESTA                                  

     Numa das suas viagens à ilhas Maurícias, o rapaz decidiu procurar um Dodô seu amigo, que sabia estar naquela ilha há uns meses.
     Quando já estava a pensar desistir, o acaso fez com que se cruzassem num bar da praia.
     - Que fazes tu por aqui? - perguntou o Dodô, muito espantado.
     - Vim passar uns dias de férias. Mas andava á tua procura - respondeu o rapaz.
     - Que felicidade podermos pôr a conversa em dia!
     - Na verdade podíamos fazê-lo na festa de máscaras que vai decorrer logo no hotel onde estou hospedado.
     - Uma festa de máscaras! - exclamou o Dodô.- Adoro festas de máscaras! - de que vais mascarado?
      - Eu vou mascarado de Dodô.
      - De Dodô? Como vais fazer isso? - perguntou o pássaro admirado.
      - Vou comprar ali na loja dos disfarce um fato de penas cinzentas e compro um bico amarelo, mas pinto a ponta. Tu também tens de te marcarar? - perguntou o rapaz.
     - Vou mascarado de avestruz.
     - Ok. A festa será muito divertida. E tu, como vais mascarado de avestruz? - perguntou o rapaz.
     - Vou buscar o fato ao abrigo onde fico.
     - Posso ir contigo?
     - Tudo bem. A caminhada será longa, mas tu estás de férias e podes aproveitar para conhecer a ilha.
     Chegada a hora da festa, Dodô e o rapaz apresentaram-se muito bem preparados.
     - Adivinha-se uma noite muito diferente- declarou o rapaz.
     - Aqui, na ilha, as festas são sempre muito divertidas. Há muita música, muita comida e muita animação.
     - Queres ir dançar?- perguntou o rapaz
     - Claro que sim. Vamos.- respondeu entusiasmadamente o Dodô.
     No fim da festa, todos se tinham divertido e o mais engraçado é que ninguém reconheceu o verdadeiro Dodô. E o rapaz, que ia mascarado de Dodô, recebeu toda a a noite muitos elogios por ser uma lindíssima «ave rara»!

Ruben Nazaré


O desenho do Gonçalo, nº 11